Cientista brasileira comemora primeira imagem do buraco negro da Via Láctea

A cientista e pesquisadora, Lia Medeiros, fala da grande façanha de detectar buraco negro junto com sua equipe

Natural do Rio de Janeiro, a cientista brasileira e pesquisadora, Lia Medeiros, do “Steward Observatory” da “University of Arizona”, comemora a primeira imagem do enorme buraco negro da Via Láctea

Da Redação

Astrônomos dos EUA capturam primeira imagem do enorme buraco negro da Via Láctea, e foi motivo de comemoração por descoberta de tamanha façanha. Neste contexto memorável da Ciência, a participação da cientista brasileira na detecção da imagem do buraco negro, a pesquisadora Lia Medeiros, do “Steward Observatory” da “University of Arizona”. Ela participou da equipe do EHT (Event Horizon Telescope), que fez a primeira imagem de um buraco negro situado na galáxia M87.

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Os astrônomos acreditam que quase todas as galáxias, incluindo a nossa, têm esses buracos negros gigantes em seu centro movimentado e lotado, onde a luz e a matéria não podem escapar, tornando extremamente difícil obter imagens deles. A luz é dobrada e torcida pela gravidade à medida que é sugada para o abismo junto com gás e poeira superaquecidos.

Imagem do buraco negro captada pelos astrônomos

Foi descrito como um “gigante gentil” enquanto anunciava o avanço junto com outros astrônomos envolvidos no projeto. A imagem também confirma a teoria geral da relatividade de Albert Einstein: o buraco negro é precisamente do tamanho que as equações de Einstein ditam. É aproximadamente do tamanho da órbita de Mercúrio em torno do nosso sol.

Mas quem é a brasileira que integra a seleta equipe de astrônomos do “EHT” dos EUA. Lia Medeiros é do Rio de Janeiro, graduada em Berkeley, onde estudou física e astrofísica. Fez doutorado na “Universidade da Califórnia”, em Santa Bárbara, quando obteve sua bolsa da “National Science Foundation – NSF.”

“Para mim não foi uma escolha estudar no exterior. Eu já estava morando nos Estados Unidos e era até mais fácil ir para uma universidade no mesmo sistema escolar e na mesma língua em que eu já estava estudando. Eu me mudei muito quando era pequena e troquei de língua entre o inglês e o português três vezes até os 10 anos. Percebi desde pequena que a matemática era universal, e se eu focasse na matemática isso seria útil em qualquer lugar”, revela a cientista.

Quanto ao resultado de sua equipe em detectar o buraco negro no espaço, disse sobre a importância dos trabalhos de pesquisas. “O ‘EHT’ recebeu 28 milhões de dólares de financiamento ao longo de vários anos para tornar possível este recente resultado. Eu acho que a disponibilidade de financiamento científico para projetos dessa magnitude é uma vantagem significativa na realização de pesquisas científicas nos Estados Unidos. Estamos gratificados com o resultado dessa pesquisa.”

Os astrônomos trabalharam com dados coletados em 2017 para obter as novas imagens. O projeto custou quase US$ 60 milhões, com US$ 28 milhões provenientes da “Fundação Nacional de Ciências dos EUA.”

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