A temporada de furacões no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro. O domingo marcou o último dia da temporada, e não houve muitos acontecimentos na Flórida ou em qualquer outro lugar dos EUA, segundo meteorologistas
O domingo (30), anunciou o meteorologista-chefe do “First Warning Weather”, Tony Mainolfi, marca o último dia da “Temporada de Furacões de 2025”, e não houve muitos acontecimentos na Flórida ou em qualquer outro lugar dos EUA, que causasse grandes transtornos ou que fizesse vítimas. No total, 13 tempestades se formaram no Atlântico. Dessas, cinco se tornaram furacões, e quatro delas foram furacões de grande intensidade, atentou o serviço de meteorologia.
Conforme o meteorologista Eric Burris, esta é a segunda maior quantidade de tempestades de categoria 5 em uma única temporada, com um total de três. A única temporada com mais tempestades de categoria 5 foi a de 2005, com Emily, Katrina, Rita e Wilma.
Dessa lista, os três últimos nomes foram retirados da lista devido à devastação e aos danos generalizados que causaram. No total, os danos daquele ano foram estimados entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões em 2005.
2025 foi um ano único, pois esta foi à primeira temporada de furacões desde 2015 sem que nenhum furacão atingisse o território continental dos EUA. Mas, embora não tenha havido nenhum furacão atingindo o território continental dos EUA, os danos estimados desta temporada ultrapassaram US$ 10 bilhões, sendo o furacão Melissa, de categoria 5, o mais impactante, igualando o recorde de ventos mais fortes ao atingir a costa, com velocidades de 298 km/h na Jamaica.
A tempestade tropical Chantal foi a única a atingir o continente nesta temporada, afetando as Carolinas de 4 a 6 de julho, após se formar na costa de Jacksonville e atingir a costa em Litchfield Beach, Carolina do Sul, no início do dia 6 de julho.
O primeiro sistema tropical apareceu em 23 de junho, e o primeiro furacão, Erin, atingiu explosivamente o status de furacão em 15 de agosto, passando de uma tempestade de categoria 1 para uma de categoria 5 em pouco mais de 24 horas. Erin permaneceu no mar, mas causou impactos costeiros menores ao longo da costa leste dos Estados Unidos.
Um fenômeno meteorológico interessante ocorreu com os furacões Humberto e Imelda, que eram “gêmeos” se formando simultaneamente no Atlântico. O efeito Fujiwhara foi observado enquanto as duas tempestades orbitavam uma à outra, com Humberto puxando Imelda para o mar e para longe dos EUA.
O furacão Melissa encerrou a temporada de forma catastrófica no Caribe, sendo a única tempestade a utilizar totalmente as águas quentes do Mar do Caribe.
Melissa bateu recordes com a rajada de vento mais forte já registrada para um furacão, atingindo 405 quilômetros por hora, e empatou como o terceiro furacão mais forte na bacia do Atlântico.
A temporada terminou tranquilamente em novembro, sem nenhuma perturbação listada na Previsão do Tempo Tropical do Atlântico pelo Centro Nacional de Furacões. A equipe do “First Warning Weather” inclui o meteorologista-chefe Tony Mainolfi, Eric Burris, Marquise Meda e Cam Tran.








