Alta da carne nos EUA aumenta custos de restaurantes especializados em barbecue e preocupa empresários do setor. Dificulta manter os preços sem repassar o impacto aos consumidores
Os preços da carne bovina atingiram níveis recordes nos EUA e estão pressionando churrascarias e restaurantes especializados em barbecue no sul da Flórida. Proprietários relatam aumento significativo nos custos operacionais e dificuldade para manter os preços sem repassar o impacto aos consumidores.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o preço médio da carne bovina no varejo chegou a US$ 9,64 por libra em abril, alta de aproximadamente 13% em comparação com o mesmo período do ano passado. Atualmente, o país enfrenta o menor rebanho bovino dos últimos 75 anos, cenário agravado por secas prolongadas e pelo aumento dos custos para produtores rurais.
O empresário Jeff Kirsch, proprietário do restaurante Dixie Pig Bar-B-Q, em Oakland Park, afirmou que os custos adicionais já ultrapassam US$ 1 mil por mês. De acordo com ele, além da inflação, os gastos com combustível e transporte contribuíram para a elevação do preço da carne.
“É um desafio constante para restaurantes que dependem fortemente de proteínas como carne bovina, suína e frango”, afirmou o empresário.
Outro estabelecimento afetado é o Joe’s Grill, em Dania Beach. O proprietário Hossein Jafarmadar disse que o preço do brisket — um dos cortes mais populares do barbecue americano — praticamente dobrou nos últimos meses, passando de US$ 2,75 para até US$ 5,85 por libra. Em dias de maior movimento, o restaurante chega a consumir entre 70 e 80 libras da carne.
Mesmo diante da disparada nos preços, empresários do setor afirmam que tentam evitar reajustes para não afastar clientes. A expectativa é de que o mercado se estabilize nos próximos meses, permitindo uma redução nos custos da carne bovina.





