
Hoje, 10 de setembro, marca o pico climatológico da temporada de furacões no Atlântico — e, surpreendentemente, não há nenhum sistema tropical ativo sendo monitorado. Especialistas do Colorado State University (CSU) atribuem essa calmaria a fatores como ar seco puxado do Saara e cisalhamento dos ventos, que inibem a formação de tempestades, mesmo com o oceano extremamente aquecido.
Embora as águas estejam em níveis recordes de temperatura, a atmosfera permanece estável — resultado da redução no gradiente térmico entre as áreas tropicais e subtropicais, e de uma atmosfera menos propícia ao desenvolvimento de tempestades.
Mas isso não garante que a temporada encerre sem surpresas. A oscilação Madden-Julian, que pode estimular tempestades tropicais, deve chegar ao Atlântico entre o fim de setembro e os primeiros dias de outubro. A possibilidade de retorno de um fenômeno La Niña também sugere janela para aumento da atividade, ainda que tardia.
Apesar da calmaria, as projeções ainda indicam uma temporada acima da média, com até 19 tempestades nomeadas previstas. O monitoramento permanece vital, já que um único furacão pode causar estragos significativos.








