Um brasileiro de 50 anos foi preso nos Estados Unidos acusado de liderar um esquema que vendia documentos falsos prometendo proteção contra deportação. O caso foi investigado por autoridades federais e resultou na prisão do suspeito, identificado como Mário Cesar dos Santos Junior, que agora aguarda julgamento em uma prisão federal.
Segundo as investigações, o homem criou uma falsa agência chamada “Chaplain Emergency Management Agency Inc. (CEMA)”, alegando que a organização era ligada à agência federal FEMA. A operação atraía principalmente imigrantes brasileiros com a promessa de que os documentos oferecidos poderiam garantir status de autoridade federal e até evitar problemas com o ICE.
O esquema funcionava por meio de cursos realizados em cidades da Flórida, como Orlando e Clermont, onde os participantes recebiam treinamento gratuito. No entanto, ao final, eram incentivados a pagar até USD $450 por certificados, carteiras e distintivos falsos que imitavam documentos oficiais do governo americano.
As credenciais incluíam selos falsificados do FBI, FEMA e até referências ao Departamento de Segurança Interna, dando aparência de legitimidade. De acordo com os investigadores, o suspeito afirmava que esses documentos poderiam ajudar os portadores a evitar deportação ou facilitar situações como abordagens em aeroportos e fiscalização.
A investigação começou em agosto de 2025, após uma denúncia recebida pela FEMA. Agentes federais, incluindo o FBI e o Departamento de Segurança Interna (DHS), passaram a monitorar o esquema. Em setembro de 2025, um agente infiltrado participou de uma palestra em Orlando, onde havia cerca de 30 pessoas presentes.
O brasileiro foi formalmente indiciado em Ocala, na Flórida, por crimes como uso indevido de símbolos federais e operação de uma falsa agência governamental. As autoridades também descobriram que ele estava em situação irregular no país, após ter entrado nos EUA em 2016 com visto de turista e permanecer além do permitido.
Além disso, o grupo ligado ao esquema possuía um grupo de WhatsApp com mais de 700 participantes, o que indica a dimensão da fraude e o número potencial de vítimas. O acusado pode enfrentar pena de até 5 anos de prisão, seguida de possível deportação após o cumprimento da sentença.
As autoridades reforçam que o caso serve como alerta para a comunidade imigrante, já que golpistas frequentemente utilizam o medo da deportação para enganar vítimas com promessas falsas de regularização ou proteção legal.








