Ataque duplo na Flórida em 2024 muda a lei nos EUA: celulares poderão alertar sobre tubarões nas praias

Ataque duplo na Flórida em 2024 muda a lei nos EUA: celulares poderão alertar sobre tubarões nas praias

O presidente Donald Trump sancionou em 26 de junho de 2026 a lei federal conhecida como “Lulu’s Law”, que autoriza o envio de alertas de emergência para celulares de banhistas e frequentadores de praias quando um ataque de tubarão for registrado na área. A legislação recebeu apoio amplo e bipartidário no Congresso, aprovada no Senado por unanimidade e na Câmara por 401 votos a 6.

A história que deu origem à lei

A lei leva o nome de Lulu Gribbin, moradora de Mountain Brook, no Alabama, que tinha 15 anos quando foi atacada por um tubarão-touro na praia de Walton County, na Flórida, em 7 de junho de 2024. Ela perdeu a mão esquerda e parte da perna direita no ataque. O que torna a história ainda mais impactante é o que Lulu não sabia naquele momento: 90 minutos antes e a apenas 5 quilômetros de distância, outra mulher chamada Elisabeth Foley havia sido atacada por um tubarão na mesma praia, e seu braço foi amputado. Nenhum alerta foi enviado entre um ataque e outro. Lulu afirmou que, se tivesse sabido do ataque anterior, jamais teria entrado na água.

Como o sistema vai funcionar na prática

A nova lei exige que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) emita, em até 180 dias a partir da sanção, uma regulamentação que classifique ataques de tubarão como eventos elegíveis para o sistema de Alertas de Emergência Sem Fio (Wireless Emergency Alerts). Esse é o mesmo sistema já utilizado para alertas de AMBER (crianças desaparecidas), alertas de furacões, tornados e outras emergências públicas, e que faz o celular vibrar e emitir um sinal sonoro mesmo quando o aparelho está no modo silencioso.


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Os alertas poderão ser geograficamente delimitados, ou seja, enviados apenas para os celulares localizados dentro de um raio específico ao redor do local do ataque, evitando notificações desnecessárias para pessoas que estão longe da área de risco.

Da tragédia ao Congresso

Lulu se recuperou das cirurgias e da reabilitação e passou a atuar como defensora pública da legislação, viajando a Washington para pressionar por sua aprovação. A senadora Katie Britt, republicana do Alabama, e o deputado Gary Palmer, também do Alabama, foram os principais autores do projeto federal. O Alabama já havia aprovado uma versão estadual da lei em maio de 2025, assinada pela governadora Kay Ivey. A versão federal expande a proteção para todo o país, e não apenas para as praias do Alabama.

A lei não obriga, mas autoriza

É importante entender o que a lei faz e o que ela não faz. Ela não obriga as autoridades locais a enviar alertas em todos os casos de ataque de tubarão. O que ela faz é remover um obstáculo legal que antes impedia o uso do sistema de alertas de emergência para esse tipo de ocorrência, dando às autoridades estaduais e locais a ferramenta para agir rapidamente quando julgarem necessário. A aplicação prática dependerá de cada estado e dos protocolos que cada um desenvolver para ativar os alertas.

Sobreviventes pedem calma e bom senso

Elisabeth Foley, a outra sobrevivente do ataque duplo de 2024 que também apoiou a lei, fez questão de tranquilizar quem planeja ir à praia: as chances de ser atacado por um tubarão são extremamente pequenas, e a intenção da lei não é criar pânico, mas sim preencher uma lacuna real de comunicação que, em casos como o dela e o de Lulu, pode fazer diferença entre entrar ou não na água quando há risco concreto nas proximidades.

Autor

  • Thiago Acquaviva

    Profissional com 15 anos de experiência em web design, design digital, gráfico, social media e marketing. Formado em Sistemas de Informação e pós graduado em Comunicação e Mídias Digitais.



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