O aumento preocupa economistas, que lembram que praticamente todos os bens de consumo dependem do transporte rodoviário – pode afetar os alimentos, roupas, móveis e eletrodomésticos
O aumento do preço do diesel na Flórida começa a pesar no bolso dos caminhoneiros e pode, em breve, atingir também o consumidor final. Especialistas alertam que a elevação dos custos de transporte tende a se refletir no preço de diversos produtos no mercado.
Atualmente, o preço médio do diesel no estado gira em torno de US$ 4,97 por galão, valor superior à média nacional. Para quem vive do transporte de cargas, o impacto é imediato. Um caminhoneiro relatou que gastou US$ 150 a mais para encher o tanque em comparação com a semana anterior, enquanto fazia entregas entre Atlanta e diversas cidades da Flórida.
O aumento preocupa economistas, que lembram que praticamente todos os bens de consumo dependem do transporte rodoviário. Segundo economistas do “Instituto de Previsões Econômicas da Universidade da Flórida Central (UCF)”, a alta do diesel pode afetar desde os alimentos consumidos diariamente até roupas, móveis e eletrodomésticos.
Ainda não há previsão exata de quando os consumidores sentirão plenamente o impacto nos preços. Contudo, especialistas afirmam que, se o cenário internacional continuar pressionando o mercado de energia, a tendência é de repasse gradual dos custos ao consumidor.
Economistas lembram que algo semelhante ocorreu em 2022, quando a guerra na Ucrânia provocou forte aumento no preço do petróleo e levou a inflação nos EUA a níveis próximos de dois dígitos. Na ocasião, os setores mais afetados foram transporte, habitação e alimentação.
Agora, com o diesel novamente em alta, o temor é que a economia volte a sentir efeitos semelhantes, especialmente em estados como a Flórida, onde a logística rodoviária e o turismo têm peso significativo na atividade econômica.








