Alerta aos passageiros: hábito comum em voos longos pode provocar perda da visão

Especialistas alertam para os riscos de utilizar lentes de contato durante viagens aéreas prolongadas – chama a atenção para os cuidados com a saúde dos olhos em voos internacionais

Um hábito aparentemente inofensivo durante viagens internacionais pode trazer consequências graves para a saúde dos olhos, incluindo comprometimento da visão. Especialistas alertam que permanecer muitas horas utilizando lentes de contato, especialmente em voos de longa duração, aumenta o risco de ressecamento, irritações e lesões na córnea.

O alerta ganhou repercussão nos Estados Unidos após o relato de uma passageira que apresentou perda temporária da visão de um dos olhos depois de retornar de uma viagem internacional. A mulher havia utilizado lentes de contato durante um voo de aproximadamente 11 horas, vindo da Grécia, permanecendo com elas por cerca de 24 horas de deslocamento.


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Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, a passageira também utilizou as lentes durante banhos e atividades na água, práticas que podem aumentar o risco de infecções oculares.

Poucos dias depois de chegar em casa, ela começou a sentir dores intensas nos olhos, sensibilidade à luz e dificuldades para enxergar. Após avaliação médica, foi diagnosticada com uma úlcera na córnea, condição que pode comprometer seriamente a visão.

A paciente precisou passar por várias semanas de tratamento com colírios e, embora tenha apresentado recuperação, permaneceu com uma pequena cicatriz que ainda provoca alterações em sua capacidade visual.

Ar seco das aeronaves aumenta os riscos

A optometrista Valerie Kattouf, do estado de Illinois, explicou que a baixa umidade dentro das cabines dos aviões contribui para a perda de hidratação das lentes de contato, provocando desconforto e aumentando a possibilidade de irritações.

Outro fator preocupante é o hábito de dormir durante o voo sem retirar as lentes. Segundo a especialista, essa prática pode agravar os problemas, especialmente quando os olhos já estão ressecados.

Quando as lentes perdem umidade, podem aderir com maior intensidade à superfície ocular. Sua retirada nessas condições pode provocar lesões na camada externa da córnea.

Recomendações para quem viaja

Para evitar complicações, especialistas recomendam que passageiros utilizem óculos de grau durante viagens prolongadas, principalmente em voos noturnos ou quando existe a possibilidade de dormir.

Outra orientação é substituir as lentes por óculos antes de descansar durante o voo. O uso de lágrimas artificiais apropriadas também pode ajudar a aliviar o ressecamento, desde que sejam compatíveis com as lentes utilizadas.

O episódio serve de alerta especialmente para brasileiros que viajam frequentemente entre os Estados Unidos, o Brasil e outros destinos internacionais, enfrentando trajetos que podem ultrapassar dez horas de duração.

A recomendação é não ignorar sintomas como dor, vermelhidão persistente, sensibilidade à luz ou alterações na visão. Nessas situações, procurar atendimento oftalmológico imediato pode ser fundamental para evitar complicações permanentes.

O que parece ser apenas um pequeno desconforto durante uma viagem pode se transformar em um problema sério. A prevenção, segundo os especialistas, começa com cuidados simples antes mesmo de embarcar

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