A Ciência do protetor solar: Proteção contra o sol de Orlando e o envelhecimento celular

Visitar e viver em Orlando é um sonho para muitos: parques temáticos, passeios ao ar livre e aquele sol intenso que parece brilhar o ano inteiro. Mas, por trás desse céu azul, existe um inimigo invisível, a radiação ultravioleta (UV), proveniente do Sol, capaz de acelerar o envelhecimento celular e causar danos à saúde da pele. E é aí que entra o protetor solar, um verdadeiro escudo químico.

O protetor solar age como uma barreira contra os raios solares. Existem dois principais tipos de filtros:
Filtros químicos (ou orgânicos): absorvem a radiação UV e a transformam em calor, impedindo que essa energia danifique o DNA das células da pele.
Filtros físicos (ou minerais): como o dióxido de titânio e o óxido de zinco, refletem e dispersam os raios solares, funcionando como pequenos espelhos microscópicos sobre a pele.
Muitos protetores combinam os dois mecanismos para garantir uma defesa ampla contra o raio ultravioleta A (UVA) (responsáveis pelo envelhecimento precoce) e o raio ultravioleta B (UVB) (principais causadores das queimaduras solares).

Orlando recebe uma alta incidência de radiação UV durante quase todo o ano. A proximidade com o trópico e o clima ensolarado aumentam a exposição da pele a níveis de radiação que, sem proteção, aceleram o chamado fotoenvelhecimento: rugas, manchas e perda de elasticidade em menos tempo.
Além da proteção externa, existe um reforço que vem da alimentação: o betacaroteno. Encontrado em alimentos como cenoura, manga, mamão e abóbora, ele é convertido em vitamina A no organismo e atua como antioxidante. Ao neutralizar os radicais livres gerados pela radiação solar, o betacaroteno protege as células contra o estresse oxidativo, ajudando a manter a pele mais firme e luminosa. Não substitui o protetor solar, mas funciona como um aliado interno, potencializando a defesa contra os danos do sol de Orlando.
Outro ponto essencial na luta contra o envelhecimento celular é a hidratação. Sob o sol forte, o corpo perde água rapidamente, e a pele sente os efeitos: ressecamento, descamação e maior vulnerabilidade às agressões externas. Manter uma boa ingestão de líquidos, aliada ao uso de cremes hidratantes, ajuda a preservar a barreira cutânea e a elasticidade da pele. Células bem hidratadas respondem melhor ao estresse oxidativo, prolongando a sensação de frescor e retardando o aparecimento de rugas.
A prevenção vai além de medidas estéticas. O descuido com a radiação ultravioleta pode trazer consequências graves para a saúde, como o aumento do risco de câncer de pele, incluindo o melanoma, um dos tipos mais agressivos. Estudos mostram que a exposição solar acumulada ao longo da vida, sem proteção adequada, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças.
Por isso, o uso diário do protetor solar deve ser visto não apenas como um hábito de beleza, mas como um ato de cuidado com a saúde. A escolha do fator de proteção solar (FPS) adequado, a reaplicação ao longo do dia e a atenção a áreas frequentemente esquecidas, como: orelhas, pescoço e dorso das mãos, são passos fundamentais.
A combinação de proteção tópica, alimentação antioxidante e hidratação forma um tripé indispensável para preservar não só a aparência, mas também a vitalidade e a segurança da pele a longo prazo. Orlando, com todo seu brilho e calor, exige responsabilidade. Aproveite o sol, mas sempre com consciência e proteção.


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Professor Dr. Diogo Bacellar Sousa, Químico e Pesquisador.

Autor

  • Diogo B Sousa

    Prof. Dr. Diogo B. Sousa é Químico, especialista em Educação Ambiental com ênfase em Química Atmosférica, Mestre e Doutor em Educação Científica. Com mais de 15 anos de atuação como professor e pesquisador, combina sólida formação em Química com experiência em laboratórios de análises e controle de qualidade, integrando prática profissional e investigação acadêmica no campo educacional. Sua trajetória une a vivência em Química Laboratorial e processos de análise de qualidade a pesquisas voltadas para Educação Científica e Cidadania Crítica. Tem se dedicado ao desenvolvimento de metodologias que aproximam alunos e profissionais do universo da Química, explorando atividades experimentais e investigativas que estimulam o aprendizado significativo e o desenvolvimento de habilidades científicas. Ao longo da carreira, contribuiu para projetos que articulam ensino de Química e prática laboratorial, promovendo a formação de profissionais capazes de aplicar conceitos químicos em contextos reais. Atualmente, realiza pesquisas em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) nos Estados Unidos, investigando como abordagens integradas à Inteligência Artificial podem ampliar o interesse por carreiras científicas e transformar o ensino de Química, tanto em sala de aula quanto em ambientes laboratoriais.



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