Custo de vida volta ao centro do debate político, com alta nos combustíveis e salários que não acompanham a inflação – cenário preocupa consumidores e empresários
A inflação voltou a acelerar nos Estados Unidos em setembro, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias e aumentando a preocupação dos consumidores às vésperas das eleições legislativas de novembro. Os preços ao consumidor subiram 3,7% em 12 meses, enquanto a alta mensal foi de 0,6%, segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento dos combustíveis. O índice da gasolina registrou alta de 9,1% em setembro, respondendo por mais da metade da elevação mensal da inflação. Os custos de energia também avançaram, contribuindo para encarecer o transporte e pressionar outras despesas do dia a dia.
O cenário preocupa consumidores e empresários, que enfrentam dificuldades para equilibrar as contas diante da persistência dos preços elevados. Embora alguns setores apresentem variações menores, despesas com moradia, transporte, saúde e outros serviços continuam pesando no orçamento doméstico.
Outro fator de preocupação é o ritmo de crescimento dos salários. Em setembro, os ganhos salariais avançavam cerca de 3% em termos anuais, abaixo da inflação de 3,7%, reduzindo o poder de compra dos trabalhadores.
Inflação influencia o cenário eleitoral
A divulgação dos números ocorre em um momento decisivo para a política americana, a poucos dias das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O custo de vida aparece entre as principais preocupações dos eleitores e pode influenciar a disputa pelo controle do Congresso.
O aumento das despesas cotidianas também coloca pressão sobre o presidente Donald Trump e os republicanos, que enfrentam cobranças relacionadas às promessas de melhorar a economia e tornar os preços mais acessíveis.
Com os combustíveis em alta e os salários sem acompanhar o avanço dos preços, a inflação permanece como um dos principais desafios econômicos do país. Para milhões de famílias americanas, o impacto é sentido diretamente nas despesas mensais, tornando cada vez mais difícil manter o poder de compra.







