Casos aumentaram após a pandemia, e pediatras alertam que supervisão constante e aulas de natação podem salvar vidas. Afogamento é a principal causa de morte de crianças
Com o aumento das atividades ao ar livre durante o verão nos Estados Unidos, médicos e especialistas em segurança aquática voltaram a alertar para o risco de afogamentos, especialmente entre crianças pequenas. Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), o afogamento continua sendo a principal causa de morte acidental entre crianças de 1 a 4 anos de idade.
Dados recentes mostram que, após anos de queda, o número de mortes por afogamento infantil voltou a crescer no período pós-pandemia. Especialistas atribuem esse aumento à interrupção das aulas de natação durante a crise da Covid-19, à escassez de salva-vidas e ao maior número de piscinas residenciais utilizadas sem supervisão adequada.
“O afogamento acontece em segundos, e cada instante faz diferença entre a vida e a morte”, alertou o pediatra Rohit Shenoi, um dos autores das novas recomendações da AAP. Segundo ele, um resgate rápido e o início imediato da reanimação podem reduzir significativamente o risco de sequelas permanentes.
Entre as principais orientações dos especialistas estão manter supervisão permanente de crianças próximas à água, evitar distrações com celulares, instalar cercas de proteção ao redor de piscinas com portões de fechamento automático e incentivar aulas de natação desde cedo. O uso de coletes salva-vidas em rios, lagos e embarcações também é considerado essencial.
Outro ponto destacado pelos médicos é que a responsabilidade pela vigilância deve ser clara. Quando vários adultos acreditam que outra pessoa está observando a criança, o risco de acidentes aumenta. “Quando todos cuidam, ninguém cuida”, resume uma campanha de conscientização criada após uma tragédia familiar que deu origem a uma fundação dedicada à prevenção de afogamentos.
Os pediatras também defendem políticas públicas voltadas à segurança aquática, como leis que exijam cercas em piscinas residenciais, padronização na formação de salva-vidas e campanhas educativas permanentes. Além disso, recomendam que pais e responsáveis aprendam técnicas básicas de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), aumentando as chances de sobrevivência em situações de emergência.
Como reduzir o risco de afogamentos
Nunca deixe crianças sozinhas perto da água, nem por poucos segundos; Evite distrações, como celular ou conversas, durante a supervisão; Matricule as crianças em aulas de natação adequadas para a idade; Instale cercas de proteção ao redor de piscinas; Utilize coletes salva-vidas em ambientes naturais e embarcações; Aprenda técnicas de primeiros socorros e RCP para agir rapidamente em emergências.








