Quem nunca ficou na fila da casa de câmbio, com um envelope cheio de dólares na mão, pronto para mandar uma ajuda para a família no Brasil? Essa cena é muito comum na vida do brasileiro aqui nos EUA — e agora ela pode ficar um pouco mais cara.
O governo americano aprovou, como parte do chamado One Big Beautiful Bill, um novo imposto de 1% sobre remessas pagas em espécie. A lei entra em vigor em janeiro de 2026 e vale para qualquer pessoa que envie dinheiro em papel-moeda, cheque ou outro instrumento físico para fora dos EUA.
O que exatamente muda?
A cobrança é simples: para cada US$ 1.000 enviados em espécie, US$ 10 ficam retidos como imposto. Parece pouco, mas se você manda US$ 500 por mês para ajudar os pais, ao longo do ano isso representa US$ 60 a menos chegando ao Brasil.
O ponto importante é que o imposto só se aplica a pagamentos em dinheiro físico. Transferências feitas por aplicativos, bancos, plataformas digitais como Wise, Remitly, LemFi ou similares não estão sujeitas à cobrança. Ou seja, quem já usa meios eletrônicos para enviar dinheiro provavelmente não vai sentir diferença nenhuma.
Por que isso aconteceu?
A medida faz parte de um pacote fiscal mais amplo aprovado pelo Congresso americano. A ideia original era cobrar até 3,5% sobre todas as remessas — mas, depois de muita negociação, o valor caiu para 1% e ficou restrito apenas aos pagamentos em espécie.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, os brasileiros que vivem nos EUA enviaram cerca de US$ 2 bilhões para o Brasil em 2023 — metade de tudo que os brasileiros no exterior mandam para casa. Então, qualquer mudança nas regras de remessa afeta muita gente.
O que você pode fazer?
Se você ainda usa dinheiro em espécie para enviar remessas, esse é um bom momento para considerar a migração para plataformas digitais. Além de evitar o novo imposto, as transferências eletrônicas costumam ser mais rápidas, mais seguras e, em muitos casos, com taxas menores do que as cobradas nas casas de câmbio tradicionais.
Alguns aplicativos populares entre brasileiros nos EUA:
- Wise — câmbio próximo ao oficial, taxas transparentes
- Remitly — promoções frequentes para novos usuários
- LemFi — sem taxa de envio em muitas transferências para o Brasil
- Zelle / banco tradicional — se o destinatário tiver conta em banco americano
Antes de escolher, vale comparar a taxa de câmbio e as tarifas de cada plataforma no dia do envio. Às vezes, a diferença entre uma e outra pode ser maior do que o próprio imposto de 1%.
E quem não tem conta em banco?
Essa é a parte mais delicada. Imigrantes sem documentação ou sem acesso ao sistema bancário americano dependem justamente das casas de câmbio físicas — e serão os mais afetados pelo novo imposto. Se você conhece alguém nessa situação, pode ser útil ajudá-la a abrir uma conta básica em algum banco ou cooperativa de crédito que aceite ITIN como documento de identificação.
Resumindo
O novo imposto de 1% sobre remessas em espécie é real, mas tem solução simples: usar transferências digitais. Se você ainda não migrou para esse modelo, agora tem um motivo a mais para fazer isso antes de janeiro de 2026.
Fique de olho nas atualizações, porque as regras ainda podem mudar conforme o governo regulamenta a lei. E se tiver dúvidas sobre como organizar melhor suas finanças aqui nos EUA — incluindo seguros, proteção patrimonial e planejamento —, a equipe da Assureline Insurance pode te ajudar a entender o que faz sentido para o seu perfil. Ligue para (407) 502-0203 ou acesse assurelineinsurance.com.






