Agentes de imigração atuam de forma auxiliar durante paralisação do governo, enquanto especialistas questionam eficácia da medida
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) foram enviados a aeroportos do país para ajudar a reduzir longas filas, provocadas pela escassez de funcionários durante a paralisação parcial do governo federal.
A medida, no entanto, levanta questionamentos. Os agentes não possuem treinamento em segurança da aviação, o que gera dúvidas sobre a eficácia da ação e sua real capacidade de diminuir o tempo de espera dos passageiros.
Até o momento, os profissionais do ICE têm sido vistos próximos às filas e aos pontos de controle, sem atuar diretamente na inspeção de passageiros.
Especialistas do setor avaliam que há limites claros para a atuação desses agentes. A substituição de profissionais da Administração de Segurança no Transporte (TSA) por agentes de imigração é considerada apenas uma solução temporária para um problema mais amplo.
Analistas destacam que os agentes do ICE podem desempenhar funções auxiliares, como organização de filas e controle do fluxo de passageiros. No entanto, não têm capacitação para operar equipamentos de raio-X, realizar inspeções de bagagens ou conduzir revistas pessoais — atividades que exigem treinamento específico.
A presença desses agentes também pode gerar desconforto entre viajantes, já que o ICE está associado à política migratória e a ações de fiscalização. Há ainda o risco de protestos, o que pode aumentar a tensão nos aeroportos.
Autoridades afirmam que os agentes podem contribuir em tarefas como o monitoramento de saídas, liberando profissionais da TSA para se concentrarem nas funções centrais de segurança.
Ainda assim, especialistas ressaltam que a medida não resolve o problema estrutural: a falta de financiamento e de pessoal na TSA durante a paralisação do governo.








