Medida tenta reduzir filas durante o “shutdown”, que afeta operações da TSA e amplia tensão no setor. A decisão ocorre em meio ao impasse orçamentário que mantém parte do governo federal paralisada
O governo dos EUA anunciou o envio de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para atuar em aeroportos do país a partir desta semana, como forma de amenizar os impactos da escassez de funcionários na segurança aérea.
A decisão ocorre em meio ao impasse orçamentário que mantém parte do governo federal paralisada desde fevereiro. Com o “shutdown”, agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA) seguem trabalhando sem remuneração, o que tem provocado aumento nas ausências, pedidos de demissão e longas filas nos aeroportos.
Segundo autoridades, os agentes do ICE não irão desempenhar funções técnicas de inspeção, como a operação de equipamentos de raio-X. Eles serão direcionados a tarefas de apoio, incluindo controle de acesso, organização de filas e vigilância de áreas estratégicas.
A operação será coordenada por Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo, e tem como objetivo liberar os agentes da TSA para se concentrarem na triagem de passageiros e bagagens.
A medida, no entanto, gerou reação de parlamentares, sindicatos e especialistas em segurança. Críticos afirmam que os agentes do ICE não possuem treinamento específico para atuar em segurança aeroportuária, o que pode representar riscos operacionais e à segurança dos passageiros.
O envio também ocorre em meio a tensões políticas no Congresso, onde democratas e republicanos ainda não chegaram a um acordo sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna, responsável tanto pela TSA quanto pelo ICE.
Enquanto as negociações seguem sem definição, autoridades alertam que a situação nos aeroportos pode se agravar, especialmente com o aumento do fluxo de viajantes em períodos de alta demanda, como as férias de primavera nos EUA.







