O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã já começou a impactar o setor global de petróleo e gás, com navios petroleiros danificados no Golfo de Omã e ataques a refinarias na Arábia Saudita e Kuwait, levantando preocupações sobre interrupções nas cadeias de energia e elevação de preços de combustíveis no mundo inteiro.
Segundo autoridades navais e dados de rastreamento marítimo, ao menos três tanques petrolíferos foram danificados no Golfo de Omã, em incidentes que ocorreram em meio à escalada dos ataques dos EUA e Israel contra alvos no Irã, uma ação que tem sido acompanhada por retaliações com mísseis e drones por parte de aliados iranianos e grupos regionais.
Operações em refinarias importantes também foram afetadas: a maior refinaria da Arábia Saudita, em Ras Tanura, precisou ser fechada como medida de precaução depois de ser atingida por drones, enquanto instalações no Kuwait também registraram impactos de estilhaços, embora as operações tenham continuado sem interrupções completas nesses casos.
A escalada na região tem causado redução do tráfego de petroleiros pelo estratégico Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito do mundo, com muitas embarcações evitando a área por motivos de segurança, o que já elevou os preços do petróleo globalmente e gerou receios de uma crise energética mais ampla caso as tensões persistam.
Especialistas em energia alertam que, se os ataques continuarem e o transporte marítimo permanecer prejudicado, os custos dos combustíveis poderão subir ainda mais, com impacto direto no bolso dos consumidores e na economia global, agravando o cenário já volátil do mercado de energia.







