Estudo aponta que doenças cardíacas aumentarão em mulheres jovens nos próximos 25 anos

Pesquisa da “Associação Americana do Coração” aponta que doenças cardíacas aumentarão em mulheres jovens nos próximos 25 anos. Diabetes, obesidade e hipertensão arterial são fatores que elevam os riscos

Dados preocupantes, segundo pesquisas de saúde da “Associação Americana do Coração”, apontam que as doenças cardíacas aumentarão em mulheres jovens nos próximos 25 anos. A porcentagem de mulheres com pelo menos um tipo de enfermidade cardiovascular aumentará em mais de um terço, passando de 10,7% em 2020 para 14,4% em 2050, avalia o estudo, divulgado na quarta-feira (25).

As conclusões do relatório científico são “um apelo à ação”, afirmou a Dra. Stacey Rosen, presidente voluntária da “Associação Americana do Coração” e diretora executiva do “Instituto Katz para a Saúde da Mulher”, da “Northwell Health”, em Nova York. O aumento das taxas de diabetes, obesidade e hipertensão arterial são fatores que elevam o risco de doenças cardíacas, tanto individualmente quanto em conjunto.


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Todos os anos, a associação publica relatórios científicos e diretrizes baseadas no consenso de especialistas para promover vidas mais longas e saudáveis. “As doenças cardiovasculares já são a principal causa de morte entre as mulheres nos Estados Unidos”, alerta a Dra. Stacey. Portanto, “a prevenção e detecção precoce, é de extrema importância neste momento”, enfatiza.

A forma mais comum é a doença arterial coronariana, que ocorre quando depósitos de gordura, chamados placas, se acumulam nas artérias do coração, impedindo o fornecimento de sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco. Outros tipos de doenças cardíacas incluídos no novo relatório são insuficiência cardíaca, quando o coração tem dificuldade em se encher e bombear sangue; fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca; e acidente vascular cerebral (AVC).

Os autores do relatório analisaram dados de vários anos provenientes de duas pesquisas nacionais: uma delas foi a “Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES)”, realizada entre 2015 e 2022, que questiona adultos e crianças sobre sua saúde e alimentação.

A outra foi a “Pesquisa de Painel de Despesas Médicas (Medical Expenditure Panel Survey)”, de 2015 a 2019, uma pesquisa governamental anual que consulta uma grande amostra de indivíduos e famílias, seus médicos e empregadores sobre o custo e o uso de serviços de saúde e cobertura de seguro saúde.

Em entrevista, os autores afirmam que utilizaram projeções censitárias para o crescimento populacional e estenderam essas tendências históricas para o futuro. Entre as mulheres, a taxa de doenças cardiovasculares deverá aumentar de: 6,9% em 2020 para 8,2% em 2050 para doenças coronárias; 2,5% a 3,6% para insuficiência cardíaca; 4,1% a 6,7% para acidente vascular cerebral, e 1,6% a 2,3% para fibrilação atrial.

Fazer exames regulares, tomar os medicamentos prescritos e estabelecer hábitos saudáveis ​​em relação à alimentação e ao exercício físico são fundamentais, acrescentou a Dra. Stacey Rosen, especialmente durante a gravidez, quando podem surgir diabetes e hipertensão. Também na menopausa, quando o colesterol, a pressão arterial e o sono sofrem alterações.

Nunca é tarde demais nem cedo demais para começar. “Oitenta por cento dos nossos riscos de desenvolver doenças cardíacas são evitáveis, e tudo começa com a conscientização”, orientou a médica. 

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