Um caso grave de erro médico está gerando repercussão nos Estados Unidos. Um médico foi preso na Flórida após ser acusado de remover o órgão errado durante uma cirurgia, o que resultou na morte de um paciente.
O caso envolve o cirurgião Thomas Shaknovsky, de 44 anos, que foi indiciado por homicídio culposo de segundo grauapós decisão de um grande júri no Condado de Walton, na Flórida.
O incidente aconteceu durante uma cirurgia realizada em 2024, no hospital Ascension Sacred Heart Emerald Coast, em Miramar Beach. O paciente, William Bryan, de 70 anos, havia sido internado com dores abdominais e foi submetido a um procedimento para retirada do baço.
Segundo as investigações, durante a operação, o médico teria removido o fígado em vez do baço, provocando uma hemorragia severa que levou o paciente à morte ainda na mesa cirúrgica.
Uma autópsia posterior confirmou o erro: o baço estava intacto, enquanto o fígado havia sido retirado, contrariando a versão inicial apresentada após o procedimento.
Relatos apontam que, mesmo diante de sinais de erro durante a cirurgia, o médico teria continuado o procedimento e não solicitado ajuda imediata. Em alguns depoimentos, membros da equipe médica demonstraram surpresa com a situação e chegaram a questionar o ocorrido.
Após o caso, a licença médica do profissional foi suspensa emergencialmente, e ele acabou preso em abril de 2026, aguardando julgamento. Se condenado, pode enfrentar pena de até 15 anos de prisão.
O episódio levanta discussões importantes sobre segurança em procedimentos cirúrgicos, protocolos médicos e responsabilidade profissional, especialmente em casos de erro grave com consequências fatais.







