Custos disparam com gasolina, inflação e flores mais caras, mas empresas evitam repassar aumentos aos clientes. A estratégia na Flórida tem sido otimizar rotas, e eficiência das entregas
Com a disparada dos preços dos combustíveis nos EUA, floriculturas da Flórida enfrentam decisões difíceis às vésperas do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o setor.
Em Winter Garden, a tradicional Betty J’s Florist já sente o impacto direto da alta da gasolina, somado à inflação, às tarifas e ao aumento expressivo no preço das flores. Segundo a gestão da loja, os custos operacionais cresceram significativamente neste ano.
Apesar do cenário desafiador, a empresa optou por não repassar os aumentos aos consumidores, mesmo diante da expectativa de alta demanda — mais de 100 entregas apenas na semana do Dia das Mães. A estimativa é de que os gastos com combustível ultrapassem US$ 1.000 no período.
Para conter despesas, a estratégia tem sido otimizar rotas, aumentar a eficiência das entregas e, em alguns casos, limitar as áreas atendidas na data comemorativa.
O cenário expõe um dilema comum entre pequenos negócios que dependem de logística: equilibrar custos crescentes sem perder clientes. Ainda assim, floristas apostam na fidelidade do público e na qualidade do serviço para atravessar o período de pressão econômica.
A situação reforça como a alta dos combustíveis segue impactando diretamente o comércio local nos Estados Unidos, especialmente em datas sazonais de grande demanda.







