Como funciona a previdência privada nos Estados Unidos?

Como funciona a previdência privada nos Estados Unidos?

Edição de janeiro/2019 – p. 18

Como funciona a previdência privada nos Estados Unidos?

Geovany Dias

Não é novidade para ninguém que as regras de previdência social nos Estados Unidos são bastante diferentes das brasileiras, desde fatores como flexibilidade de contribuição até questões como elegibilidade e valor do benefício. Frequentemente a comunidade imigrante não tem ciência sobre como funciona o sistema de Seguro Social (Social Security), uma espécie de versão americana do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por isso que, nos Estados Unidos, a previdência privada é bastante comum, tornando-se quase um requisito para estruturação econômica dos residentes e cidadãos.

Nos Estados Unidos é incontável o número de agências de serviços financeiros que oferecem diferentes planos de aposentadorias privadas, o que torna imprescindível o entendimento básico sobre o assunto na hora de escolher o plano mais adequado para o seu caso e seu orçamento. “É fundamental que quando qualquer pessoa for buscar uma agência para efetivação de um serviço como o de investimento e previdência privada, o agente mostre ao cliente a reputação de mercado da empresa. Por exemplo, se você vai contratar uma agência X, é necessário que você analise quanto tempo aquela empresa tem, qual ao histórico dela, se ela possui uma boa avaliação por agências de classificação de risco, como a Standard & Poor’s, Moody’s, Fitch, e afins”, informa Mônica Franchi Souza, agente especialista em serviços financeiros.

Em termos de elegibilidade é importante ter conhecimento sobre as particularidades de cada status imigratório para a realização do seu plano de aposentadoria privada. “Em teoria, qualquer pessoa com status legal nos Estados Unidos é elegível para a contratação desse tipo de serviço de investimento. Entretanto, é importante avaliar a particularidade de cada cliente, o risco envolvido em cada apólice e o potencial de investimento de cada um. É aí que é preciso ter atenção, já que envolve muitas vezes economias de anos”, enfatiza Mônica.

Para o caso de quem está no Brasil e pensa em investir em um plano de previdência internacional, tem um detalhe. “O visto de negócio e turismo, B1/B2, é perfeitamente compatível para a contratação de serviços financeiros nos Estados Unidos. Com o advento da internet, o cliente pode acompanhar o portfólio dele de qualquer lugar e, em se tratando de investir nos Estados Unidos, ou seja, em dólar, em uma economia sólida como a americana, é uma aposta realmente inteligente e eficaz”, conta a especialista.

É importante lembrar que, caso o status imigratório permita, não existe idade mínima para a contratação de um serviço de investimento e previdência privada, o que abre a possibilidade de pensar em previdência de filhos, por exemplo. “É mais uma vez uma questão de análise do serviço que mais vai atender às necessidades do cliente. Dentro do programa de investimentos existe uma variedade enorme de configurações que auxiliam as finanças do investidor. Se o objetivo é um resgate a longo prazo, que seria o caso de um pai investindo para um filho, por exemplo, avalia-se a liquidez, que é retirada do dinheiro no caso de alguma necessidade, vemos a possibilidade de congelamento temporário ou não desse fundo, e por aí vai. É uma análise bem minuciosa sobre a necessidade de cada cliente”, explica Mônica que trabalha há 10 anos com serviços financeiros.

Benefícios

O grande benefício é a estabilidade e o conforto de cuidar das finanças com uma boa margem financeira. Além disso, “a garantia de que seu dinheiro está bem empregado, rendendo, e sendo cuidado por pessoas que entendem, considerando que a sua agência provedora do serviço é bem estruturada e com ganhos reais de clientes”, diz Mônica.

Um alerta para a sua agência de serviços financeiros. É que como o mercado de seguros é consideravelmente lucrativo, o número de casos de fraudes envolvendo a oferta de serviços de previdência privada e seguros tem sido cada vez maior nos Estados Unidos. Na edição passada nós trouxemos detalhes sobre uma grande companhia de serviços de previdência que foi fechada na Flórida por atuar no mercado e oferecer programas de saúde sem licença federal. A dica é pesquisar. “Avaliar a empresa, pedir que o agente mostre a relação entre a provedora a ser contratada e as outras opções do mercado para que o cliente possa se sentir confortável e seguro em fazer tal investimento”, alerta Mônica que falou ainda ser “fundamental pesquisar o próprio agente. O tempo de mercado que ele tem e conhecer outros clientes dele, para ter certeza de que seu dinheiro está em boas mãos”.

Serviço

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