
Em uma sessão histórica, o Senado dos EUA aprovou o polêmico “One Big Beautiful Bill Act” por 51 a 50, com o voto decisivo do Vice‑Presidente J.D. Vance. O projeto agora segue para debate na Câmara, onde enfrentará desafios dentro da própria base republicana antes do prazo autoimposto de 4 de julho.
O pacote une amplos cortes tributários – incluindo reduções que se estendem aos impostos sobre gorjetas e horas extras, totalizando cerca de US$ 4,5 tri – com políticas de austeridade social. Entre elas, US$ 1,2 tri em cortes ao Medicaid e ao SNAP, contrapondo US$ 350 bi destinados à segurança nacional, controle de fronteiras e deportações em massa.
Especialistas apontam que o custo da iniciativa será alto: estima‑se que o déficit público aumente entre US$ 3,3 tri e US$ 4 tri nas próximas décadas, levando a críticas de democratas e até de republicanos moderados. O debate acalorado incluiu uma maratona de leitura de 940 páginas, com várias emendas discutidas, inclusive sobre regulamentação da inteligência artificial.
O sucesso no Senado foi facilitado por ajustes de última hora – garantias a hospitais rurais, modificações na regulamentação do Medicaid e alterações na cúpula do imposto SALT – mas a versão final ainda precisa passar pela Câmara. Lá, republicanos divididos devem decidir entre apoiar o pacote completo ou promover mudanças mais conservadoras.
Independentemente do resultado na Câmara, o “Big Beautiful Bill” já se tornou central na agenda legislativa de Donald Trump e do Partido Republicano. Se aprovado em ambos os lados, será um marco das políticas fiscais e de segurança dos próximos anos – com impacto direto no teto da dívida, programas sociais e no perfil dos impostos dos americanos.








