
Na quarta-feira (5), as discussões entre a “UPS (United Parcel Service)”, e o sindicato dos caminhoneiros foram interrompidas, com cada lado culpando o outro por desistir das negociações – contrato termina em 31 de julho
Da Redação – Impasse continua nas negociações do contrato entre a “UPS (United Parcel Service)”, e o sindicato dos caminhoneiros, que representa 340.000 trabalhadores da empresa. Na quarta-feira (5), as discussões foram interrompidas, com cada lado culpando o outro por desistir das negociações – lembrando que o contrato termina em 31 de julho.
Por sua vez, os caminhoneiros impuseram vários prazos para os negociadores da “United Parcel Service” fazerem melhor oferta aos trabalhadores sindicalizados nos últimos dias. Dirigentes sindicais disseram na quarta-feira (5) que a “UPS” deixou a mesa de negociações depois de apresentar uma oferta inaceitável – especificamente no que diz respeito ao pacote econômico.
O clima ainda é de impasse com o fim do contrato se aproximando rapidamente. Os trabalhadores da “UPS” representados por caminhoneiros votaram a favor de uma autorização de greve no mês passado e o chefe do sindicato, Sean O’Brien, disse na semana passada que uma greve era iminente.
Os Teamsters dizem que qualquer acordo provisório precisaria ser endossado por seu comitê nacional antes de ser divulgado e votado pelos membros. O sindicato disse que não negociará após o vencimento do contrato atual. As ações da “United Parcel Service”caíram mais de 2%. As ações da rival “FedEx” subiram ligeiramente.
Trajetória da “UPS”
A “UPS” cresceu e tornou-se ainda mais parte integrante da economia dos EUA, com os consumidores contando com a entrega rápida dos itens domésticos mais essenciais. As pequenas empresas que dependem da “UPS” também podem ficar procurando opções alternativas de remessa se a força de trabalho restante da empresa não for capaz de atender à demanda durante uma greve.
A empresa diz que entrega o equivalente a cerca de 6% do produto interno bruto do país. Os lucros anuais da “UPS” nos últimos dois anos estão quase três vezes maiores do que eram antes da pandemia. A empresa devolveu cerca de US$ 8,6 bilhões aos acionistas na forma de dividendos e recompra de ações em 2022 e prevê outros US$ 8,4 bilhões para os acionistas este ano.








