A decisão também estabelece que, após o retorno, as meninas devem ser entregues à avó, garantindo sua permanência legal no país. Repercussão do caso aumenta a pressão nas ações de autoridades de imigração
Um erro grave no sistema de imigração dos EUA levou à deportação indevida de duas meninas de 12 anos, nascidas em Orlando, junto com a mãe. O caso veio à tona após decisão judicial que determinou o retorno imediato das crianças ao país. Segundo registros do tribunal, a mãe das gêmeas, identificada como Marly Zepeda, foi convocada a comparecer a um escritório do serviço de imigração (ICE) com seus documentos e filhos, em meio a um processo de deportação.
No local, as meninas inicialmente permaneceram com a avó no estacionamento. No entanto, por orientação de funcionários, elas foram levadas até a entrada do prédio — momento em que acabaram sendo detidas pelas autoridades. A apreensão ocorreu sob a justificativa de uma política de “unidade familiar”, o que levou os agentes a incluí-las no processo de deportação da mãe.
O problema é que havia uma determinação judicial temporária impedindo a remoção da família do país. Mesmo assim, as crianças já haviam sido embarcadas para a Guatemala na manhã seguinte. A Justiça apontou que houve “confusão” por parte das autoridades, que interpretaram de forma equivocada a decisão da mãe sobre levar ou não as filhas consigo.
Documentos mostram que a mãe havia informado anteriormente que desejava que as meninas permanecessem nos EUA, sob os cuidados da avó. Diante da falha, um juiz federal determinou que o governo trabalhe imediatamente para trazer as gêmeas de volta ao território.
A decisão também estabelece que, após o retorno, as meninas devem ser entregues à avó, garantindo sua permanência legal no país. O caso levanta questionamentos sobre a condução de processos imigratórios e possíveis falhas administrativas dentro do sistema federal. Especialistas apontam que erros desse tipo podem violar direitos fundamentais, sobretudo quando envolvem cidadãos americanos menores de idade.
A repercussão do episódio aumenta a pressão por maior rigor e transparência nas ações das autoridades de imigração.








