Alta no preço dos combustíveis acompanha disparada do petróleo após novos ataques entre EUA e Irã; alerta para impacto na inflação e no bolso dos consumidores
Os motoristas norte-americanos voltaram a sentir o peso da instabilidade internacional no bolso. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou novamente a marca de US$ 4 por galão nesta segunda-feira (20), impulsionado pela nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e pela alta das cotações do petróleo no mercado internacional.
Segundo dados divulgados por empresas que monitoram o mercado de combustíveis, a média nacional chegou a US$ 4,00 por galão, após semanas de aumentos consecutivos. O movimento ocorre em meio à intensificação das operações militares entre Washington e Teerã, aumentando os temores de interrupções no fornecimento global de petróleo.
A principal preocupação dos mercados é o risco de novos problemas no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Qualquer ameaça ao fluxo de navios na região tende a pressionar os preços do barril, refletindo rapidamente no valor pago pelos consumidores nos postos de combustível.
Os contratos internacionais do petróleo registraram forte valorização. O barril do Brent chegou a superar US$ 90, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também apresentou alta significativa durante o pregão.
Especialistas afirmam que, caso o conflito continue se intensificando, os combustíveis poderão ficar ainda mais caros nas próximas semanas. Além da gasolina, o aumento do petróleo costuma elevar custos de transporte, fretes e produção, pressionando a inflação em diversos setores da economia.
Embora o preço médio nacional esteja em torno de US$ 4 por galão, os valores variam conforme o estado, influenciados por fatores como impostos locais, custos de distribuição e proximidade das refinarias. Alguns estados já registram preços bem acima da média nacional.
Economistas avaliam que a alta dos combustíveis poderá voltar a ser um dos principais desafios para a economia americana nos próximos meses, reduzindo o poder de compra das famílias e aumentando a pressão sobre o custo de vida, especialmente se a crise no Oriente Médio continuar afetando o mercado global de energia.







