O Senado dos Estados Unidos confirmou em 23 de março de 2026 o senador Markwayne Mullin, ex-lutador de MMA e político republicano de Oklahoma, como novo secretário do Department of Homeland Security (DHS). Ele assume o cargo após a saída de Kristi Noem, em meio a uma crise envolvendo políticas de imigração e paralisação parcial do órgão.
A nomeação ocorre em um momento delicado, com o DHS enfrentando um shutdown iniciado em fevereiro de 2026, que impacta diretamente áreas como controle de imigração, aeroportos e segurança nacional. Mullin passa a liderar uma estrutura com cerca de 260 mil funcionários, incluindo agências como ICE, TSA e proteção de fronteiras.
Conhecido por apoiar políticas mais rígidas, Mullin indicou que deve manter parte da linha dura na imigração, especialmente no combate à entrada irregular e deportações. No entanto, durante sua confirmação, ele também sinalizou possíveis mudanças importantes, como a exigência de mandados judiciais para entrada de agentes em residências, uma prática que vinha sendo criticada nos últimos meses.
Além disso, o novo secretário afirmou que pretende reduzir operações mais agressivas e reorganizar a atuação do ICE, priorizando ações mais estruturadas e coordenadas com autoridades locais, em vez de grandes operações massivas. A proposta busca reduzir críticas e melhorar a imagem do órgão, que vem sofrendo desgaste público recente.
A mudança também tem relação direta com negociações políticas em Washington. A nomeação de Mullin foi vista como um passo para facilitar acordos com democratas e destravar o orçamento do DHS, que vinha sendo travado justamente por divergências sobre as políticas de imigração.
Para imigrantes, o cenário ainda é de atenção. Apesar do discurso de ajustes, especialistas apontam que a política geral de deportações deve continuar, com foco maior em organização e legalidade das operações, mas sem uma mudança radical no direcionamento da imigração nos Estados Unidos.








