Biden pretende quadruplicar entrada de refugiados nos EUA em 2021

Joe Biden pretende quadruplicar o número ainda durante a vigência do atual orçamento

 

Joe Biden defendeu recentemente que manter a porta do país aberta àqueles que fogem de conflitos ou perseguição é parte do processo de “recuperar a alma da nação” norte-americana. O governo pretende admitir 62.500 refugiados nos próximos seis meses, o quádruplo do teto fixado pela anterior, sob o comando de Donald Trump

 

Da Redação

Segundo fontes da Casa Branca, o governo de Joe Biden pretende admitir 62.500 refugiados nos próximos seis meses, o quádruplo do teto fixado pela anterior, sob o comando de Donald Trump. A administração do ex-presidente republicano tinha fixado em 15 mil o número de refugiados a ser admitido no país, mas Biden, segundo fontes governamentais, pretende quadruplicar o número ainda durante a vigência do atual orçamento, até final de setembro, e em 2022 voltar a duplicá-lo para 125 mil.

Admissão de Refugiados – De acordo com as mesmas fontes, o objetivo de 125 mil refugiados, anteriormente anunciado por Biden, é nesta fase considerado irrealista pela Administração, devido aos constrangimentos causados pela pandemia do novo coronavírus e ainda à necessidade de repor o programa de admissão de refugiados, em grande parte desmantelado pelo anterior executivo.

O Departamento de Estado confirmou que foi dado início ao processo de revisão da quota de admissão, com envio de um relatório presidencial para o Congresso, onde a medida terá de ser debatida.

O objetivo de admitir 125 mil refugiados é superior ao máximo de 110 mil definido no final do mandato do ex-presidente Barack Obama.

A queda na admissão de refugiados ao longo dos últimos quatro anos levou ao corte do financiamento de programas de apoio ao reassentamento, encerramento de gabinetes de acompanhamento e despedimento dos respectivos funcionários.

Historicamente, a média de admissões anuais de refugiados manteve-se próxima de 95 mil, com Administrações republicanas ou democratas, até à chegada de Donald Trump, que argumentou que a redução do texto era necessária para proteger postos de trabalho norte-americanos e que os refugiados deveriam reassentar mais próximo dos seus países de origem.

Co-patrocinador da lei que criou o programa de refugiados em 1980, Biden defendeu recentemente que manter a porta do país aberta àqueles que fogem de conflitos ou perseguição é parte do processo de “recuperar a alma da nação” norte-americana.