Mais de 1 milhão de malas foram perdidas, danificadas, atrasadas ou furtadas no primeiro semestre; United Airlines apresentou a maior taxa entre as principais redes aéreas analisadas
Quem viaja de avião pelos Estados Unidos sabe que uma das maiores preocupações ao chegar ao destino é descobrir se a bagagem também chegou. Dados divulgados pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT) mostram que mais de 1 milhão de malas foram consideradas extraviadas, danificadas, atrasadas ou furtadas nos primeiros seis meses de 2026.
Apesar do número elevado, a possibilidade individual de um passageiro ter a bagagem mal encaminhada permanece inferior a 1%. Ainda assim, o levantamento chama a atenção para os problemas enfrentados pelos viajantes durante um período de intenso movimento nos aeroportos americanos.
Segundo levantamento divulgado pela WESH, com base nos dados do DOT, a United Airlines apresentou a maior taxa de bagagens mal administradas no primeiro semestre de 2026 entre as redes aéreas analisadas.
A metodologia considera também as bagagens relacionadas a parceiros de compartilhamento de voos. Isso significa que a taxa atribuída a uma determinada companhia pode incluir voos comercializados por ela, mas operados por outra empresa.
A American Airlines, que havia registrado a maior taxa entre 2020 e 2024, passou para a segunda posição atrás da United em 2025 e permaneceu nessa situação no primeiro semestre de 2026.
O levantamento também incluiu a Spirit Airlines, que encerrou suas operações em 2 de maio de 2026. A companhia apresentou a quinta maior taxa de bagagens mal administradas entre as nove redes aéreas consideradas.
O Departamento de Transportes orienta os passageiros a comunicar à companhia aérea o mais rapidamente possível qualquer problema envolvendo bagagem perdida, danificada ou atrasada.
As empresas aéreas são obrigadas a oferecer compensação aos passageiros em determinadas situações. Em voos domésticos nos Estados Unidos, o limite de responsabilidade por bagagem chega a US$ 4.700, segundo as regras citadas pelo DOT.
O relatório oficial do Departamento de Transportes acompanha mensalmente indicadores relacionados a atrasos, bagagens mal administradas, cadeiras de rodas, scooters, overbooking e reclamações de passageiros.
Para os brasileiros que viajam entre cidades americanas ou utilizam os Estados Unidos como destino ou conexão internacional, os dados reforçam a importância de manter documentos, medicamentos, objetos de valor e itens essenciais na bagagem de mão.
A mala pode até seguir uma rota diferente da do passageiro. Por isso, informação e prevenção continuam sendo importantes antes de embarcar.








