
FOTO: Divulgação Twitter/X.
Durante a primeira metade de 2025, a Flórida registrou 11 casos da perigosa bactéria Vibrio vulnificus — conhecida como “flesh‑eating bacteria” — sendo quatro fatais. Os óbitos foram confirmados em Bay, Broward, Hillsborough e St. Johns counties. O estado agora lidera os EUA em infecções desse tipo; os especialistas alertam para o aumento no verão, quando a água morna favorece o crescimento da bactéria.
A transmissão ocorre principalmente quando pessoas com cortes ou feridas abertas entram em contato com água contaminada, comum em estuários e canais. Outra fonte de risco são os frutos do mar crus ou mal cozidos. A infecção pode se agravar rapidamente — os primeiros sinais incluem manchas avermelhadas na pele e febre, evoluindo em apenas 12 a 36 horas para necrose, febre alta e pressão baixa, podendo exigir desbridamento ou até amputação.
Dados mostram que 2024 teve 82 casos e 19 mortes — os números mais altos da última década. Um dos fatores foi o aumento da exposição após inundações causadas por furacões, que criam condições ideais para a bactéria se multiplicar. Neste ano, o alerta continua especialmente em agosto, quando a temperatura da água atingirá seu ápice.
Médicos reforçam a importância de cobrir feridas antes de entrar na água e higienizar imediatamente após contato com lagoas, canais ou praias. Aqueles com doenças crônicas, como problemas hepáticos ou renais, estão em maior risco e devem evitar nadar se tiverem cortes recentes. Limpar bem os frutos do mar antes de consumir também é recomendação essencial.
Mesmo assim, o caminho mais eficaz para salvar vidas é identificar sintomas rapidamente e procurar atendimento médico imediato. Cada hora conta — a bactéria age rápido demais para esperar. A Flórida já acende um alerta vermelho para a saúde pública neste verão.







