Novas regras facilitam entrada de cães brasileiros nos EUA, mas Orlando segue fora da lista

Novas regras facilitam entrada de cães brasileiros nos EUA, mas Orlando segue fora da lista

Brasileiros que pretendem viajar com seus cachorros para os Estados Unidos ganharam novas opções de chegada ao país. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) ampliou a lista de aeroportos com instalações registradas para receber determinados cães sujeitos às regras especiais de importação.

Dallas/Fort Worth International Airport (DFW) e Seattle-Tacoma International Airport (SEA) passaram a integrar a relação, que agora oferece mais alternativas para animais vacinados fora dos Estados Unidos e que estiveram em países classificados como de alto risco para raiva canina.

E isso é particularmente importante para brasileiros: o Brasil continua na lista de países de alto risco estabelecida pelo CDC.


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Brasil continua classificado como país de alto risco

As exigências para levar um cachorro aos Estados Unidos dependem principalmente de dois fatores: onde o animal esteve durante os seis meses anteriores à entrada no país e onde recebeu sua vacina contra a raiva.

O Brasil permanece classificado pelo CDC como país de alto risco para raiva canina.

Isso significa que um cachorro que esteve no Brasil durante qualquer período nos seis meses anteriores à viagem está sujeito às regras aplicáveis aos países de alto risco.

Para cães vacinados fora dos Estados Unidos, as exigências são mais rigorosas.

Oito aeroportos possuem instalações registradas

Com a atualização, instalações registradas pelo CDC estão disponíveis em aeroportos nas seguintes regiões:

• Atlanta
• Dallas
• Los Angeles
• Miami
• Nova York, JFK
• Philadelphia
• Seattle
• Washington Dulles

A disponibilidade da instalação não significa que qualquer cachorro possa simplesmente desembarcar nesses aeroportos.

Para cães vacinados no exterior que estiveram em países de alto risco, é necessário fazer uma reserva antecipada na instalação correspondente ao aeroporto de chegada.

Miami continua sendo a opção na Flórida

Para quem pretende viajar diretamente do Brasil para a Flórida com um cachorro vacinado fora dos Estados Unidos, Miami International Airport (MIA) continua sendo a opção no estado com uma instalação registrada pelo CDC.

A unidade responsável em Miami é operada pela Pet Limo.

Isso significa que Orlando International Airport (MCO) não é uma alternativa de entrada direta para um cão vacinado no exterior que esteve no Brasil nos seis meses anteriores e está sujeito à exigência de uma instalação registrada.

O animal precisa primeiro entrar pelos Estados Unidos no aeroporto associado à instalação onde possui uma reserva e concluir os procedimentos obrigatórios antes de seguir viagem dentro do país.

Dallas e Seattle entram na lista

A inclusão de Dallas/Fort Worth pode facilitar especialmente viagens com conexões e destinos no Texas e em outras partes dos Estados Unidos.

Em Dallas, o cachorro precisa desembarcar especificamente no Dallas/Fort Worth International Airport.

Seattle também ganhou uma instalação registrada, mas existe uma particularidade importante: o serviço aceita reservas para cães transportados como carga.

Por isso, não basta escolher um dos aeroportos da lista. O responsável precisa verificar previamente as condições da instalação e também as regras da companhia aérea.

Cachorro precisa passar por avaliação e receber nova vacina

Cães vacinados fora dos Estados Unidos que estiveram em um país de alto risco precisam cumprir uma série de requisitos antes de serem liberados.

Entre eles estão:

• Ter pelo menos 6 meses de idade
• Estar aparentemente saudável na chegada
• Possuir microchip detectável por scanner universal
• Ter vacinação válida contra a raiva
• Apresentar o CDC Dog Import Form
• Possuir Certification of Foreign Rabies Vaccination and Microchip
• Ter reserva antecipada em uma instalação registrada pelo CDC
• Chegar ao aeroporto correspondente à reserva

Na instalação, o animal passa por uma avaliação veterinária e recebe uma nova vacinação contra a raiva com uma vacina licenciada nos Estados Unidos.

Os custos são pagos pelo responsável pelo cachorro.

Sorologia pode evitar quarentena de 28 dias

Um dos documentos mais importantes para quem pretende viajar é o resultado do exame de sorologia para raiva.

O teste precisa ser realizado em laboratório aprovado pelo CDC e seguir os prazos estabelecidos pelo órgão.

Quando o cachorro possui um resultado válido, ele pode evitar uma quarentena prolongada.

Quando não possui uma sorologia válida, a reserva na instalação registrada precisa incluir uma quarentena de 28 dias após a revacinação.

Por isso, organizar a documentação com antecedência pode fazer uma diferença enorme no custo e na logística da viagem.

Microchip precisa vir antes da vacinação

A ordem dos procedimentos também é importante.

O cachorro deve receber o microchip antes da vacina antirrábica utilizada para atender às exigências de entrada.

O número do microchip precisa aparecer corretamente na documentação.

O CDC recomenda começar a preparação com bastante antecedência, principalmente quando será necessário realizar a sorologia.

Para evitar a quarentena, a coleta do exame precisa respeitar os intervalos mínimos estabelecidos pelo órgão antes da viagem.

CDC Dog Import Form é obrigatório

Independentemente de outras exigências, cada cachorro que entra ou retorna aos Estados Unidos precisa ter um CDC Dog Import Form.

O formulário é preenchido online pelo responsável pela importação do animal.

Depois do envio e da confirmação do endereço de e-mail, o responsável recebe um comprovante.

Esse documento pode ser impresso ou apresentado pelo celular.

Em viagens aéreas, a companhia aérea pode exigir o comprovante antes do embarque, e ele também deve estar disponível para apresentação às autoridades americanas na chegada.

Cachorros vacinados nos EUA têm regras diferentes

Existe uma diferença importante para animais que possuem vacinação antirrábica válida emitida nos Estados Unidos.

Um cachorro que esteve no Brasil nos últimos seis meses, mas possui documentação válida de vacinação americana, pode entrar por qualquer aeroporto, porto marítimo ou passagem terrestre autorizada, desde que cumpra todos os demais requisitos do CDC.

Portanto, a obrigação de utilizar um aeroporto com instalação registrada está relacionada especificamente à situação do animal.

É por isso que dois cachorros viajando do Brasil no mesmo voo podem estar sujeitos a procedimentos diferentes dependendo de onde foram vacinados e da documentação apresentada.

Conexões dentro dos EUA exigem atenção

Outro ponto que pode causar problemas é comprar uma passagem com conexão em um aeroporto americano diferente daquele onde está localizada a instalação reservada.

Para um cachorro vacinado no exterior vindo de um país de alto risco, o primeiro ponto de entrada nos Estados Unidos precisa ser o aeroporto correspondente à instalação registrada onde existe a reserva.

O animal não pode simplesmente desembarcar em outro aeroporto americano, passar pela imigração e depois pegar um voo doméstico para a cidade onde está a instalação.

A liberação para seguir viagem ocorre somente depois da conclusão dos procedimentos exigidos.

Companhia aérea também possui suas próprias regras

Cumprir as exigências do CDC não significa automaticamente que uma companhia aérea aceitará transportar o animal.

Cada empresa pode estabelecer regras próprias relacionadas a:

• Transporte na cabine
• Transporte no porão
• Transporte como carga
• Tamanho e peso do animal
• Dimensões da caixa de transporte
• Raças aceitas
• Temperaturas máximas e mínimas
• Documentação veterinária adicional

Além disso, estados americanos podem estabelecer requisitos próprios.

Por isso, a preparação deve considerar simultaneamente as exigências do CDC, da companhia aérea e do destino final.

Planejamento deve começar antes da compra da passagem

Para brasileiros, a principal recomendação é não comprar uma passagem aérea para viajar com o cachorro antes de verificar qual regra se aplica ao animal.

Um cão vacinado no Brasil que esteve no país nos últimos seis meses não pode simplesmente desembarcar em qualquer aeroporto americano.

É necessário organizar microchip, vacinação, documentação, eventual sorologia, reserva na instalação registrada e aeroporto correto de chegada.

Com Dallas e Seattle entrando na rede, os viajantes agora têm mais alternativas. Na Flórida, porém, Miami continua sendo o principal ponto de entrada para cães vacinados no exterior sujeitos a essas exigências.

Autor

  • Thiago Acquaviva

    Profissional com 15 anos de experiência em web design, design digital, gráfico, social media e marketing. Formado em Sistemas de Informação e pós graduado em Comunicação e Mídias Digitais.

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