Distrito escolar da Flórida estabelece regras para garantir o uso responsável da IA por alunos e professores. Nova política é garantir tecnologia como ferramenta ao aprendizado
O Conselho Escolar de Orange County, na Flórida, aprovou um novo código de conduta que regulamenta o uso da inteligência artificial (IA) nas escolas públicas do distrito. A medida foi elaborada após meses de debates, consultas à comunidade escolar e uma pesquisa que ouviu mais de 5.800 pais e responsáveis.
O objetivo da nova política é garantir que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio ao aprendizado, sem substituir habilidades fundamentais como pensamento crítico, criatividade e desenvolvimento acadêmico dos estudantes. As novas diretrizes entrarão em vigor antes do início do próximo ano letivo.
Entre as principais regras aprovadas, os alunos poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial apenas quando houver autorização e orientação dos professores. O uso de chatbots para apoio emocional ou como substituição de interações humanas também será proibido.
Além disso, os educadores deverão adotar mecanismos de verificação para identificar trabalhos produzidos de forma inadequada com o auxílio da inteligência artificial, preservando a integridade acadêmica e o processo de aprendizagem.
A política determina ainda que qualquer ferramenta de IA utilizada nas escolas passe por avaliação prévia do distrito escolar. A medida busca proteger os dados de estudantes e funcionários, além de impedir que informações acadêmicas sejam utilizadas para treinar sistemas externos de inteligência artificial sem autorização.
Outro ponto importante do novo código de conduta é a proibição do uso da IA para criar conteúdos enganosos, incluindo deepfakes, clonagem de voz, assédio virtual e violações de direitos autorais. Também será vetada a inserção de dados pessoais de estudantes em plataformas de inteligência artificial não autorizadas.
Durante as discussões sobre a proposta, muitos pais manifestaram preocupação com a possibilidade de a tecnologia comprometer habilidades essenciais, como resolução de problemas e raciocínio crítico. Outros destacaram que a inteligência artificial já faz parte da realidade dos estudantes e pode contribuir significativamente para o ensino quando utilizada de maneira responsável.
Segundo autoridades educacionais, as novas regras buscam equilibrar inovação e segurança, estabelecendo limites claros para o uso da tecnologia em sala de aula. A intenção é preparar os alunos para um futuro cada vez mais conectado à inteligência artificial, sem comprometer a qualidade da educação.







