Flórida intensifica promoção de frutas cítricas após prejuízos bilionários com geadas


Estado amplia investimentos em marketing para estimular consumo interno e tentar recuperar setor em crise. Os recursos serão aplicados na ampliação de campanhas publicitárias

Autoridades do setor citrícola da Flórida intensificaram os esforços para promover a venda de frutas frescas, em meio à recuperação dos produtores após severas geadas no inverno e à queda contínua na produção. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para estabilizar uma indústria em crise e, ao mesmo tempo, explorar novas oportunidades no mercado doméstico.

Mais recursos para impulsionar vendas. A Comissão de Cítricos da Flórida aprovou um aporte adicional de US$ 184 mil para a promoção de laranjas e toranjas frescas. Com isso, o total destinado ao marketing dessas frutas no atual ano fiscal chega a US$ 353 mil.


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Os recursos serão aplicados na ampliação de campanhas publicitárias em aeroportos, durante eventos de treinamento de primavera da Major League Baseball (MLB) e em ações digitais.

Embora o estado seja tradicionalmente voltado à produção de suco, lideranças do setor avaliam que direcionar mais frutas para o consumo in natura pode agregar valor e aumentar a rentabilidade dos produtores.

Ainda não há clareza sobre a velocidade com que o aumento dos investimentos em marketing se refletirá em crescimento nas vendas ou na receita. O impacto de longo prazo das geadas recentes e da queda na produção também permanece incerto.

Além disso, o setor continua enfrentando desafios estruturais, como doenças nas plantações, eventos climáticos extremos e oscilações na produtividade.

Perdas e crise no setor

A citricultura da Flórida vem sofrendo declínio há anos, afetada por fatores como a doença conhecida como greening, furacões e instabilidade produtiva. As geadas mais recentes agravaram o cenário, provocando cerca de US$ 675 milhões em danos às lavouras.

O reforço na promoção de frutas frescas sinaliza uma tentativa de diversificar as fontes de receita de uma indústria historicamente dependente do processamento para suco.

Paralelamente, produtores avaliam reduzir a participação em programas federais de exportação para priorizar o fortalecimento da distribuição no mercado interno. As projeções para a safra 2025–2026 indicam a continuidade da baixa produção, com expectativa de cerca de 12 milhões de caixas de laranja — um dos níveis mais baixos dos últimos anos.

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