Evite acidentes com seus animais domésticos nos condomínios

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ABR/13 – pág. 46

Nossos pets são como crianças levadas e prontas para descobrir o mundo, cheios de energia que devem ser gastas de alguma maneira. Por isso, devemos estar atentos a alguns perigos para esses “lindinhos” dentro de casas, apartamento e condomínios. Esses ambientes não são tão inofensivos como pensamos. Muitas vezes, nossos pets passam muito tempo sozinhos, ficando entediados, e assim podem descobrir brincadeiras mortais.

Principais perigos:

  • cozinha – queimaduras pelo contato com panelas com líquidos quentes e fogões acesos. Facas e demais objetos cortantes e pontudos. Latas de lixo podem conter objetos quebrados, produtos tóxicos e restos de comida em decomposição;
  • área de serviço – cuidado com produtos de limpeza, pois filhotes de cães e gatos são muito curiosos e podem intoxicar-se;
  • banheiros – o chão costuma ser mais fresco e é um dos lugares favoritos de gatos e de alguns cães, principalmente no verão. Muito cuidado com remédios deixados em cima das pias; com giletes e tesouras, que devem ser guardados dentro das gavetas. Sempre verifique se não deixou algo caído no chão. Até mesmo um “simples” sabonete pode causar intoxicação fatal no seu animal;
  • janelas – é fundamental ter telas de proteção em janelas de apartamento. Apesar de o corpo dos felinos serem resistentes a quedas por razões físicas e biológicas, muitos caem e não resistem aos ferimentos de uma queda. As telas são importantes para quem tem cães também, pois alguns passam muito tempo olhando para fora. Algum inseto ou pássaro pode chamar a atenção do seu pet que, ao dar um pulo para pegá-lo, cai. Normalmente, essas quedas são fatais. Quanto mais alto você morar, mais perigoso para seu pet;
  • fios de aparelhos eletrônicos ou de extensões atraem gatos e cães. Há registros de choques com descargas elétricas mortais por mordidas ou esbarrões, bem como enforcamento, principalmente dos gatos, pois eles adoram enrolar-se e puxar fios. Verifique periodicamente se os fios de todo o apartamento ou da casa estão em boas condições. O ideal é agrupar os fios em serpentinas e deixar essa fiação longe do alcance dos animais;
  • cuidado com objetos que caem no chão. Entre eles, os mais perigosos são: brincos pequenos, anéis, chaves, canetas e lápis, moedas, agulhas, sacos plásticos e bolinhas muito pequenas. Se seu pet engolir um desses objetos, ele pode ter perfurações internas, bloqueio no sistema digestivo etc., o que pode ser fatal se não descoberto a tempo. Procedimentos de remoção são complexos. Às vezes, é necessário o animal passar por uma cirurgia, que é sempre um risco;
  • alguns objetos de decoração também oferecem riscos, principalmente aos  felinos, que adoram caminhar pelas prateleiras e móveis altos, lugares onde esses objetos ficam expostos. Se você ama seu pet, deve pensar primeiro nele; depois, na beleza do seu imóvel;
  • portões com dispositivo elétrico ou lanças pontudas merecem atenção de quem tem um pet em casa. Há registros de cães esmagados pelos portões por falta de cuidado de seus donos ao fechá-los, e de cães que se ferem ao tentar pular portões com lanças. Sem contar as escapadas, quando as portas são esquecidas abertas. Um cãozinho não acostumado com as ruas é facilmente atropelado na primeira hora em que ele se encontra nela. Além dos ferimentos causados pelas brigas com outros cães ao defender seus territórios.
  • piscinas – nem todos os animais são hábeis nadadores, portanto, piscinas sem proteção oferecem grande perigo de afogamento, principalmente para cães de pequeno porte.

Para finalizar, muito cuidado ao passear com seu “amiguinho”. Cães sem guia são vítimas de atropelamentos e ataques de outros pets. Fique atento ao que eles podem comer ou cheirar nas ruas também. Existem muitas plantas tóxicas que podem matar seu melhor amigo se você não perceber rapidamente que ele ingeriu alguma delas. Além disso, existem pessoas maldosas que colocam comidas estragadas ou com “chumbinho” para que seu “bebê” coma, levando-o à morte (se não for levado ao veterinário rapidamente).

Ter um animal de estimação envolve RESPONSABILIDADE, AMOR E ATENÇÃO. Cuidado somente com os exageros: amar um animal não é transformá-lo no seu bibelô, no seu troféu ou até mesmo tirar-lhe suas características próprias para transformá-los em pequenos seres humanos.

Beth Assis – da ONG S.O.S. Melhor Amigo