Equilíbrio Mental

voltar

JUN/14 – pág. 64

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

No mês passado, falei da fascinante proporção “PHI”, que corresponde ao número 1.618, o mais recorrente e presente na Terra e Universo e, por isso, há quem o chame de “impressão digital divina”.

Relacionado com o tema, falei de Kendal, psicólogo que descobriu que a proporção ideal entre pensamentos positivos e negativos possui essa proporção, ou seja, idealmente, temos 1.618 mais pensamentos positivos que negativos!

Kendal chegou à brilhante conclusão depois de analisar dois grupos: pessoas saudáveis e doentes internados em um hospital psiquiátrico. Os doentes tinham pensamentos negativos e positivos na mesma proporção. Em contrapartida, as pessoas supostamente saudáveis apresentaram uma diferença de 12% em relação ao grupo hospitalizado, o que significa 38% de pensamentos negativos em contraste aos 62% positivos, ou seja, a tal ótima proporção ou número áureo!

Isso talvez ajude pessoas com demasiada tendência à negatividade ou a certo perfeccionismo na sua maneira de ser. Pessoas assim são levadas a expectativas exageradas e negativas em relação a si mesmas. A questão aqui é o equilíbrio. Nem muito, nem pouco. Na verdade, o cérebro humano – desde sempre – precisou de certa negatividade mental para analisar bem as variadas situações e para se proteger. Sem isso, não poderíamos escapar das adversidades que, embora diferentes desde a pré-história até o mundo atual, sempre existiram. Com certa dose de pensamentos negativos, precavemo-nos quando caminhamos por uma ruela escura ou quando trancamos as portas de nossas casas e carros.

O último ponto que eu gostaria de mostrar em relação ao assunto é este: se a diferença encontrada pelo Dr. Kendal entre pessoas saudáveis e doentes mentais é apenas de 12%, então, basta um pequeno esforço para melhorar os nossos pensamentos e atitudes, consequentemente, nossa qualidade de vida. Vamos prestar mais atenção àquilo que repetimos para nós mesmos e àquilo que dizemos aos outros.

Devemos tentar encontrar o belo e focarmos no positivo, por exemplo: “Ainda bem que tenho saúde, família e trabalho!” ou “Ainda bem que sei ler, que me esforcei para aprender, que continuo com curiosidade para mais!”.

Para perguntas, comentários ou consulta, telefone ou envie e-mail. Obrigada!

Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com