Carnaval

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FEV/12 – pág. 56

Desde menina, as festas me fascinam.

Naquele tempo, era pela bagunça com as primas, o ambiente alegre, comidas gostosas e o reencontro com pessoas que não víamos todos os dias.

O carnaval sempre foi o tipo de festa que reunia todos esses ingredientes e, no meu caso, com duas vantagens adicionais: ele durava vários dias e coincidia sempre com férias na praia.

Na minha infância, o Carnaval começava no sábado e terminava na terça-feira. Quatro dias de Carnaval. No entanto, alguns foliões mais entusiasmados iniciavam a folia na sexta-feira.

Atualmente, em lugares com maior concentração turística, ele começa na quinta e avança até a quarta-feira de cinzas. Sem contar as festas já realizadas na semana anterior “para esquentar a máquina”.

Durante muitos anos (praticamente toda a infância e adolescência dos meus filhos), passamos na praia do Embaré, na cidade de Santos (SP). Além da praia, o que dava o toque no nosso carnaval eram os blocos e cordões, que desfilavam pela avenida da praia. Esses cordões possuíam música própria, desfilavam com estandarte e eram comandados pelo apito de um mestre. Provavelmente, eles serviram de origem para as várias escolas de samba que se formaram depois.

Uma semana antes do início do carnaval, acontecia o Banho da Dorotéia, festa genuinamente santista e promovida pelo Clube de Regatas Saldanha da Gama. O bloco saía da Ponta da Praia em frente ao Clube e terminava na Praia do Gonzaga, onde acontecia o tradicional mergulho nas águas do canal, o ponto mais pitoresco da festa. Depois, mudou para as ondas do mar. A tônica do desfile era a bagunça total, com blocos improvisados, formados apenas por foliões homens – a maioria travestida de mulher. Havia, ainda, aqueles que se apresentavam imitando um artista de cinema ou satirizando políticos.

Outro ponto interessante era o corso, desfile de caminhões ou carros sem capota conduzindo famílias ou grupos de carnavalescos. Na calçada, a garotada aproveitava para brincar a guerra das “bambochas”, pequenas bexigas com água que estouravam nos carros. O nosso “exército” era formado pelo meu filho Marco Antonio e seus amigos Fabio, Willian, Jeferson, Armando, e outros dos quais nem me lembro mais. Em um desses dias, um carro de polícia me “convocou”, bem como outras mães, para retirar os meninos da rua, pois atingiram um ônibus.

Enfim, uma época impossível de ser esquecida por nós, pela riqueza de lembranças tão agradáveis.

Naqueles dias, reinava certa bagunça na casa, as crianças não querendo perder tempo com almoço ou regras de horário. Tudo acabava improvisado, tendo como parâmetro “antes do desfile, depois da festa” etc. O nosso cardápio eram tortas, sanduíches, coisas mais simples de se comer em qualquer lugar. A exceção era o café da manhã, que tinha sempre o mesmo ritual de todos os dias.

Bons tempos! Bem, aqui vão algumas sugestões de lanches rápidos, sanduíches e comidas improvisadas para quando a festa é fora de casa.

Um abraço!

Receitas:

Cleide Rotondo
cleide@nossagente.net