Turismo em Orlando é a primeira vítima do coronavírus

Turismo em Orlando é a primeira vítima do coronavírus

Com o fechamento de parques temáticos, hotels e restrições a visitas em locais fechados– medidas de autoridades americanas para conter o coronavírus –, o turismo em Orlando é a primeira vítima da doença. A vice-presidente da “Personal RGE Tour”, Marianna Silva, fala do momento conturbado e aponta alternativa em meio à turbulência do mercado

Edição de março/2020 – p. 16

Turismo em Orlando é a primeira vítima do coronavírus

Com o cancelamento de viagens de turistas a Orlando, de grupos de estudantes e grupos corporativos, em virtude do fechamento de parques temáticos, resorts da Disney e pontos de grande visitação na cidade – medidas adotadas pelas autoridades americanas para conter a propagação do Covid-19 –, surge à primeira vítima da doença: o turismo. Um momento cruciante para os agentes de viagens da Flórida, que necessitam de habilidades para lidar com o inesperado, e tentar resolver o impasse. São reembolsos de passagens, mudanças de datas e o remanejamento adequado para quem programou sua viagem este mês, e o mês seguinte, embora, evidente, aconteçam às perdas e danos.

Há trinta anos no mercado turístico de Orlando, preparando e organizando grupos de viagens do Brasil, a renomada agência “Personal RGE Tour”, que tem na vice-presidência Marianna Silva, enfrenta o problema com determinação, embora a empresária diz estar preparada para superar a crise iminente. “Já passamos por vários vírus, dólar alto e ataque terrorista, e sobrevivemos”, lembra Marianna. “Diante do que está acontecendo, agimos rápido, dentro das normas porque somos uma empresa conservadora, que faz tudo dentro das regras, com previsibilidade, portanto, vamos sentir menos do que o resto do mercado”.

“Evidente que há uma preocupação geral, o que gera insegurança e pânico com a propagação do coronavírus. E este é um caso mundial, não estamos sós, e todos os setores da Economia estão sendo afetados. No turismo, cancelamentos, reembolsos de passagens que estão acontecendo este mês, e no mês de abril. Grupos que estão desistindo de vir a Orlando, mas fazer o quê na cidade se os parques foram fechados? São dois meses de perda. Isso tem que ser resolvido o quanto antes ou o nosso verão ficará comprometido, quando recebemos muitos turistas”, complementa Marianna.

“Acredito que o retorno às viagens demora um pouco porque as pessoas ficam sem dinheiro, a parte econômica será afetada, mas acredito que a partir do mês de outubro as coisas possam melhorar, e retomar a sua normalidade”, aposta Marianna.

A empresária relata que há quatro anos o Turismo na Flórida vem se ressentindo com a queda do mercado, fragilizado, principalmente com o aumento do dólar. “Algumas empresas se descapitalizaram, e quem não estiver bem estruturado vai sentir o efeito desse momento difícil. E as empresas que reagirem ao impasse, vão ficar muito bem no mercado. As pessoas estão sedentas para viajar, e vão retomar as viagens, e o mercado irá se aquecer novamente. Acredito na curva positiva para o turismo a partir de outubro, e, no próximo ano – 2021 –, será um boom.

Turismo individual, a solução

Apesar da desistência de grupos que viriam a Orlando, há um fator predominante, e que poderá sobreviver a tudo isso, segundo aponta Marianna: “me refiro ao turismo individual, ele é menos engessado que o de grupo. Aquele turismo de uma só família, de uma pessoa que vem à Flórida e escolhe o hotel mais barato, que sai as compras e não necessita do guia turístico, que encarece a viagem. Esse perfil de turista vai se recuperar mais rápido e continuará viajando. Já o grupo de turistas envolve guia turístico, roteiro e seguro. É mais dispendioso”, relata.

Marianna fala da importância do agente de viagem, da sua função essencial em momento de cancelamentos de viagens, adiamentos de datas e cancelamentos de hotels, além de uma série de burocracias que requer a habilidade de um profissional da área. “É o momento de as pessoas valorizarem o agente de viagem, da sua importância para resolver impasses, como está ocorrendo agora. O turista vai sentir na pele, principalmente aquele que acredita que pode resolver tudo sozinho, dispensando a habilidade de uma agente de viagem. Têm pessoas que chegam a ficar quatro horas no telefone para tentar conseguir cancelar com o hotel. Negociar pacotes, pedir o reembolso requer a experiência de um agente de viagem”, reforça.

“Na ‘Personal RGE Tour’, tenho prestado total apoio aos nossos clientes, resolvendo o reembolso de passagens, adiamento da viagem, sem que ele saia prejudicado. É preciso negociar pacotes, dar o máximo de suporte ao cliente porque ninguém tem o poder de negocial sozinho. O agente de viagem é quem irá negociar com propriedade, solucionar de forma precisa e tranquilizar o cliente”, finaliza a empresária.

Serviços

Personal Rge Tours

Windermere Business Center

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