Tudo sobre produção musical na web

Tudo sobre produção musical na web

Edição de junho/2018 – p. 50

Tudo sobre produção musical na web

Depois do lançamento da segunda edição do Manual Prático de Produção Musical, em final de 2016, preparei uma versão para smartphones e tablets com o nome de Tudo Sobre Produção Musical. O material, em formato aplicativo, está disponível para comercialização (por apenas $2,99!) no Google Play e App Store. A versão app é bastante dinâmica, uma vez que os links de serviços podem ser acessados imediatamente – recurso esse que o livro não oferece. Mesmo tendo lançado ambos os produtos, nas versões impressa e app, identifiquei que muita gente continua não tendo acesso à informação sobre produção para começar a trabalhar profissionalmente com música. Sendo assim, surgiu a ideia e possibilidade de gravar um curso gratuito, em vídeo, disponibilizado na web. O vídeo é uma ferramenta bastante completa e eficiente, principalmente se utilizado como apoio ao ensino. Isso significa que cursos livres e faculdades de produção musical poderão complementar o curso que oferecem com a utilização dos vídeos. Esse tipo de dinâmica parece mais atual e produtiva nos dias de hoje.

O Curso

A partir do mês de junho os vídeos começaram a ser disponibilizados no Youtube, em meu canal (Sallaberry). Com duração entre oito e doze minutos, os vídeos abordam as etapas referentes ao processo de produção musical e executiva. A exemplo do livro, no formato vídeo os assuntos também foram divididos por capítulos, sempre seguindo a cronologia do processo de produção.

1. Produtor Musical – Hoje é comum ao músico ter adquirido conhecimento suficiente para realizar a função de produtor musical.

2. Engenheiro de Som – A qualidade de uma produção começa a ser definida com a presença de um técnico de som capacitado, sendo ele o próprio músico ou um profissional da área.

3. Repertório – Definido entre músicos e produtor, o repertório que fará parte do CD é resultado do material que foi preparado durante as sessões de ensaio (na possibilidade do músico ou banda realizarem a produção musical, eles mesmos poderão definir o repertório).

4. Músicos – É indispensável estabelecer critérios e adequar a escolha dos músicos ao tipo de música a ser gravada, bem como à disponibilidade durante todo o período de produção.

5. Estúdio – Avaliar e contratar estúdios com equipamentos e condições adequadas para o tipo de produção a ser realizada, observando desde as dimensões das salas de gravação até os equipamentos disponíveis. Hoje existe a possibilidade de artistas e bandas contarem, inclusive, com a disponibilidade de home studio.

6. Pré-produção – O primeiro momento de gravação, quando o repertório é gravado e avaliado sob aspectos de arranjo, timbragem dos instrumentos, captação e afins. Em muitos casos, o material gravado durante a pré-produção é utilizado na produção propriamente dita.

7. Gravação – Determinar período (início e término) das gravações, levando em conta a quantidade de material a ser gravado (repertório), bem como a duração dos períodos de gravação (incluindo a possibilidade do trabalho ser gravado em home studio para ser concluído depois, em estúdio com mais recursos).

8. E-REC – Produção musical via web – Gravando, mixando e masterizando à distância, sempre transferindo arquivos via web. É uma realidade a facilidade com que se produz por este meio.

9. Pós-produção – Durante esse período o material captado na gravação poderá ser retocado, ou seja, tratado, editado e trabalhado, para seguir posteriormente a mixagem. A pós-produção conclui-se com a masterização.

10. Mixagem – Um dos mais importantes momentos da produção está na arte de mixar. Antes mesmo de iniciar o trabalho, estabeleça a duração para os períodos de mixagem e assuma o final desse processo.

11. Material fotográfico – Produzir as fotografias necessárias para a produção gráfica da capa do CD é uma tarefa que exige cuidados especiais.

12. Projeto gráfico – A capa do CD envolve a utilização de textos e fotografias que, se usados com bom gosto e competência, conquistam o consumidor.

13. Sociedade autoral – A filiação junto a uma sociedade autoral é indispensável para a aquisição do software responsável pelo cadastramento das músicas. O código leva o nome de ISRC.

14. ISRC – Parte da documentação indispensável para a fabricação industrial do CD, o ISRC é obtido através do preenchimento dos formulários referentes a cada uma das músicas gravadas (fonogramas).

15. Cadastro de obras – O cadastramento das obras deve ser realizado junto à sua sociedade autoral. O objetivo do cadastramento do repertório é munir o Ecad de informações a respeito dos titulares das obras.

16. CD-Text e CDDB – São recursos que permitem a inclusão de informações sobre o artista, nomes das músicas e nome do CD, dentre muitas outras informações. O conteúdo referente ao CD-Text deverá ser inserido no CD no momento da masterização. Já o CDDB só poderá ser realizado após a finalização do CD.

17. Masterização – Nesse momento se encerra a pós-produção do CD. Depois de mixadas, as músicas são masterizadas, para que o CD soe homogêneo como um todo. É nesse momento que se inclui no CD matriz o respectivo código de ISRC para cada uma das músicas.

18. Documentação – O preenchimento de documentação necessária para solicitação da replicação de CDs é indispensável. Vias deverão ter firma reconhecida antes mesmo da entrega ao fabricante de CDs.

19. Fabricação/duplicação de CDs – A partir do CD masterizado e da devida documentação providenciada, é possível dar a entrada na fabricação/duplicação dos CDs.

20. EAN – Cogite a possibilidade de solicitar a fabricação de CDs sem capa (ou seja, recebendo do fabricante os CDs “no pino”), optando por imprimir a capa em uma gráfica, separadamente. Nesse caso, solicite à empresa fabricante de CDs o EAN (código de barras referente ao seu CD), item indispensável na embalagem do CD.

21. SMD – Similar ao CD, o SMD é um disco metalizado somente na área onde há música gravada. Trata-se de uma excelente alternativa, com custo extremamente convidativo.

22. Distribuição – Antes mesmo de receber os CDs replicados, contate empresas responsáveis pela distribuição de CDs. Um CD sem distribuição é um CD não lançado.

23. Registro de músicas – Registrar as músicas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é um trabalho burocrático, embora indispensável.

24. Editora musical – É a editora musical a responsável por administrar as obras do artista, cabendo a ela a propriedade para negociar as obras do autor, seja para regravações ou mesmo para fabricação de CDs.

25. Divulgação – A apresentação do CD à mídia é feita durante a divulgação, quando o próprio artista ou assessor de imprensa contratado deverá providenciar fotos e release, para, juntamente ao CD, encaminhar o material à mídia (TV, rádio, websites especializados e afins).

26. Promoção – É recomendável que todo e qualquer produto a ser lançado venha a ser promovido por meio de anúncios em revistas, jornais e websites.

27. Website – Hospedar informações na web é importante, mas ter uma página no Facebook é indispensável. Crie a sua página, hospede músicas, vídeos e comentários sobre o CD lançado.

28. Lançamento – O objetivo do CD é tornar o trabalho reconhecido por público e mídia. Com o lançamento, encerra-se o trabalho de produção propriamente dito.

29. Membro do Latin GRAMMY® – Depois de pronto, o CD poderá, inclusive, concorrer a premiações nas muitas categorias do Latin GRAMMY®.

Se você ainda não começou a produzir e comercializar sua música por falta de informação, arregace as mangas e mãos a obra.