Trump perde investimentos e fica fora da lista dos homens mais ricos dos EUA 

Donald Trump perde receita de US$ 600 milhões desde o início da pandemia, segundo a Forbes

 

Em 25 anos, pela primeira vez, o ex-presidente Donal Trump fica fora da lista dos empresários mais ricos dos EUA, com uma perda, segundo aponta a Revista Forbes, de US$ 600 milhões desde o início da pandemia. Não figurar entre os poderosos, certamente representa um insulto ao megaempresário, que durante a campanha presidencial dizia: “sou muito rico. Estou usando meu próprio dinheiro”  

 

Walther Alvarenga

(Fonte: Revista Forbes) 

Se em tempos de pandemia, quando empresas no mundo tentam se reequilibrar, ainda há relatos dos afortunados – megaempresários que expõe as suas contas bancárias bilionárias, exibindo-as como se fosse troféu, numa escalada de cifras para saber quem é o mais rico dos EUA. Entre nomes como o de Jeff Bezos, o dono da Amazon; de Mark Zuckerberg, do Facebook, o ex-presidente Donald Trump figurava com destaque, segundo publicações da Revista Forbes, mas essa façanha – segundo a própria revista –, perdeu seu assento. Trump está fora da lista dos homens mais poderosos do país. O que houve de fato? Perda de investimentos!

Essa revelação publicada em detalhes pela Forbes, ocorre como um dado inusitado em 25 anos: Trump, pela primeira vez, está fora da lista de 400 pessoas com as maiores fortunas dos EUA. Segundo a publicação, ele possui “apenas” US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,69 bilhões), o mesmo valor que no ano passado garantiu que ele ficasse com a posição 339. 

Desta vez, porém, o ex-presidente precisaria de pelo menos mais US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,19 bilhões) para conseguir entrar no ranking – não atingiu a meta. Ele poderia até ter conseguido, no entanto,  avalia a Forbes, Trump perdeu US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,28 bilhões) desde o início da pandemia. 

Se para os “não bilionários” essa informação é vista com certa “impassividade”, afinal o republicano ainda mantém o seu império de hotéis, cassinos e prédios suntuosos – principalmente em Nova York –, na visão de Trump, a notícia certamente representa um soco na sua preponderante arrogância. Como lidar com isso? 

Para quem se lembra, durante o seu discurso como candidato presidenciável dos EUA, fazia questão de incluir a seguinte mensagem: “sou muito rico. Estou usando meu próprio dinheiro. Eu não estou usando os lobistas. Eu não estou usando doadores. Eu não me importo. Eu sou muito rico”, enfatizava Trump na ocasião. 

Ele já foi acusado de inflar sua fortuna, afirmando ser muito mais rico do que realmente é. Inclusive, já chegou a declarar repetidamente que possuía mais de US$ 10 bilhões, mais do que o dobro do estimado pela própria Forbes.  

Em contrapartida, o ex-presidente tem um histórico de sonegação de impostos, revelado pelo “The New York Times”, e enfrenta uma série de processos na justiça sobre o assunto. A série disponibilizada no streaming da Netflix, “Trump: Um Sonho Americano”, aponta Trump sonegando impostos à Prefeitura de Nova York. 

  

Declínio imobiliário 

A própria Forbes que já elegeu o ex-presidente como um dos homens mais ricos do mundo, agora atribui o prejuízo às perdas enfrentadas pelo setor imobiliário, onde se concentra a maior parte da fortuna de Trump. Levanta que a perda de receitas – a queda bancária –, provém de decisões equivocadas que o levaram a perder dinheiro. 

A revista atesta categoricamente o seguinte: “Se Trump está procurando alguém para culpar, ele pode começar por si mesmo. Cinco anos atrás, teve uma oportunidade de ouro de diversificar sua fortuna. Recém-saído da eleição de 2016, os funcionários federais de ética pressionaram Trump a se desfazer de seus ativos imobiliários. Isso teria permitido que ele reinvestisse os lucros em fundos de índices de base ampla e assumisse o cargo sem conflitos de interesse”, ressalta. 

Segundo a Forbes, se Trump, na época, tivesse cerca de US$ 3,5 bilhões em ativos e, através de algumas projeções, prevê o que ele teria obtido com vendas, gastado com o pagamento de impostos e especula quanto poderia ter ganhado com outros investimentos. 

“Aplicando US$ 2,4 bilhões em um fundo de índice que acompanha o S&P 500, por exemplo, a fortuna de Trump teria inflado para US$ 4,5 bilhões agora, deixando-o 80% mais rico do que é hoje. Em outras palavras, sua recusa em desinvestir custou-lhe US$ 2 bilhões”, exemplifica, em uma estimativa considerada “conservadora”.