Transição de Carreira: continue acompanhando a história de Patricia

COLUNA NOSSA GENTE || TRANSIÇÃO DE CARREIRA || Patricia Brooks

Como contei para vocês na ultima coluna (clique aqui para ler), decidi não voltar a trabalhar no consultório de ortodontia após o término da restrição pela pandemia.

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Então meu marido olhou pra mim e me perguntou: “você vai trabalhar onde, se desistir do consultório?” … então eu virei para ele e disse “vou começar um negócio de limpeza!”

Ele me olhou boquiaberto, sem entender e sem acreditar no que eu estava dizendo. 

“Como assim trabalhar num negócio de limpeza…? você vai limpar casas?!”… Eu disse “sim, vou limpar casas!”

Ele disse “mas se você se sentiu meio humilhada sendo assistente do ortodontista! … como é que vai sentir-se bem limpando casas?!”

O que o meu marido não entendia é que limpando casas, eu seria uma autônoma. 

Após descobrir que eu não gostei de ser funcionária, por uma série de razões,  percebi que ser autônoma era o que eu gostava. 

A flexibilidade de horários, o controle na direção do desenvolvimento da minha  profissão, o fato de não precisar fazer o seu trabalho nos moldes de ninguém, a não ser no seus moldes…  Era isso o que eu sempre fiz sendo ortodontista e gerindo o meu consultório. 

O negócio de limpeza me pareceu muito conveniente, pelo fato de que necessitava um baixo investimento inicial, pouquíssima burocracia e possibilidade de início imediato. 

Por incrível que pareça, a primeira coisa que eu fiz foi desenvolver o meu logotipo. Mandei fazer cartões de visita, fiz uniformes com o meu logotipo (em casa mesmo, usando a minha máquina de corte de vinil de transferência a calor),  desenvolvi panfletos de apresentação, checklist de procedimentos incluídos no meu preço e até um brinde de boas-vindas aos meus clientes. 

Tudo isso porque eu queria iniciar me sentindo uma empreendedora,  e não simplesmente uma faxineira. 

Queria iniciar um negócio… queria me sentir dona de uma empresa, e não uma pessoa que, como dizem os brasileiros, “vai limpar banheiro dos gringos”. 

Até os meus instrumentos e utensílios de limpeza estavam personalizados com o logotipo da minha empresa. Queria ter uma imagem bastante profissional. 

Isso me ajudava a ter ânimo e a nunca me sentir diminuída por ser uma ortodontista, mas estar desempenhando uma função que muitos chamam de “subemprego”. 

Munida de todo esse material de apresentação, bastante vontade e organização, só me faltava o principal: os clientes. 

Como já contei a vocês, moro num estado muito rural, onde não há brasileiros e eu não tinha conseguido relações de amizade como as que conhecemos no Brasil. 

E essa foi a primeira dificuldade que encontrei para o meu negócio: como divulgá-lo? … quem seriam os meus primeiros clientes?…  como conseguí-los? 

E é isso que contarei pra vocês na próxima coluna! 

Espero vocês! 

E aproveito para convidá-los a acompanhar essa minha jornada nas minhas redes sociais:
Instagram: @temdranafaxina
YouTube: Tem Doutora Na Faxina



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