Torcida brasileira acorda em Orlando

Torcida brasileira acorda em Orlando

Mesmo no empate, a comunidade verde e amarela marcou presença para animar o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2018

Edição de junho/2018 – p. 05 e 06

Torcida brasileira acorda em Orlando

Por Geovany Dias

O dia mal tinha começado e já dava para sentir a vibração: Brasil versus Suíça no primeiro jogo da Copa do Mundo de 2018. As camisetas verde-amarelas da seleção estavam por todo lugar, restaurantes lotados e TVs ligadas com torcedores atentos aos minutos antes do jogo começar. Tudo bem típico do clima de copa no Brasil, exceto por um pequeno detalhe: isso tudo era nos Estados Unidos, mais de 7 mil quilômetros de distância.

Após um período de pré-copa um tanto quanto morno, a torcida brasileira dentro e fora do Brasil acordou para torcer para o país que carrega grande responsabilidade no campeonato deste ano, após o trágico 7×1 de 2014. Em Orlando, na Flórida, bares e restaurantes estavam lotados com a torcida brasileira que literalmente vestiu a camisa para ver a seleção de Tite estrear na copa.

Mas qual será a sensação de curtir o jogo fora de casa? Para o Aldo, que assistiu a um jogo da copa pela primeira vez fora do território nacional, a energia era boa. “Estou muito eufórico porque é a primeira que eu venho para Orlando assistir a um jogo da nossa seleção. É uma honra estar com os meus amigos brasileiros aqui e eu vejo total sinergia com os nossos conterrâneos aqui na cidade. Eu não imaginei que seria tão bom curtir a Copa em Orlando!”, declarou Aldo Grisi, cineasta.

Pelas ruas da famosa International Drive, a mais brasileira de Orlando, o que não faltava era o amarelo do Brasil. Os restaurantes e lanchonetes vibravam ao início do jogo, com tudo que a gente gosta: música, comida e futebol, o combo da paixão nacional. O pré-jogo foi aprovadíssimo pela Luiza, que veio passar a copa pela primeira vez na Flórida. “É incrível ver a alegria do povo. É contagiante! Eu já tinha vindo a Orlando e eu acho que é assim um mini Brasil. A gente se sente bem em casa aqui”, diz Luiza Cadete, nutricionista.

Mas essa sensação de ter um mini Brasil fora do Brasil não é nova para a Sheila Portugal. É que esta já é a segunda vez que ela curte os jogos da seleção em Orlando, e adora. “Eu sinto uma emoção mais forte, porque você está fora de casa, da sua terra. O coração bate mais forte”, explica a empresária. Sheila juntou a família toda em um restaurante para acompanhar o jogo.

Quando saiu o primeiro gol, foi só alegria. O Camisa 11, Philippe Coutinho, foi quem abriu o placar um pouco mais de 20 minutos do primeiro tempo. A vibração foi grande e a torcida já dava os sinais de porquê brasileiro e futebol são praticamente sinônimos. No meio da agitação e dos gritos em português, eis um “gringo” na torcida. Falando inglês, mas comendo churrasco e rodeado por gente de verde e amarelo, Colt se sentia quase fora dos Estados Unidos. “É no mínimo surpreendente estar aqui hoje. Eu nunca imaginei que o futebol era algo dessa importância para o povo brasileiro. Meus amigos me disseram ‘vamos ali assistir a um jogo’ e quando eu cheguei pensei ‘uau! É muito mais do que eu imaginei’. Eu sabia que os brasileiros eram apaixonados por futebol, mas não sabia que era assim! Hoje eu estou torcendo pelo Brasil. ‘Go Brasil!”

Alexandre Janner também está no time dos que curtiram a copa nos EUA pela primeira vez. E valeu à pena, segundo ele. “Estou tendo essa honra de estar aqui, sendo brindado com o jogo da Seleção. É um sentimento indescritível, diferente mesmo. A gente fica muito mais emocionado vendo como a nossa pátria é amada em toda parte do mundo. É bom ouvir até a voz das pessoas falando em português. É muito bom”, explica o empresário.

E nem só pelos restaurantes estavam nossos conterrâneos. Denise Batista reuniu a família em casa para torcer pela seleção. No cardápio, advinha? Churrasco! No maior estilo brasileiro. “No fim das contas, Copa do Mundo é essa interação entre os brasileiros, essa energia boa que faz a gente reunir a família, sabe? É meio que um feriado, para celebrar esse sentimento tão legal que o brasileiro tem. Copa, após copa, vestir a camisa do Brasil é sempre bom, é sempre um orgulho, especialmente quando a gente está fora da nossa terra”, conta a corretora de imóveis que mora em Orlando.

A seleção suíça também marcou um gol logo em seguida ao gol brasileiro. Placar final: 1×1. Com uma elogiada atuação, a seleção adversária jogou bem e deixou o Brasil nervoso de empatar logo no primeiro confronto. O último jogo contra a Suíça em que o Brasil empatou foi em 1950. A torcida, que agora acordou para vibrar pelo país, espera no mínimo uma atuação espetacular do time brasileiro para espantar o terror do mundial passado. Neymar, aclamado e muito citado, recebeu duras críticas dos torcedores pelo desempenho em campo durante o duelo.

As expectativas começaram a subir e ainda tem muita bola para rolar nos próximos dias. O Brasil volta a campo contra o Costa Rica no dia 22 de junho, às 8h da manhã, e no dia 27, contra a seleção da Sérvia, às 14h. Será que finalmente levamos o Hexa em 2018? Vamos torcer.Quando saiu o primeiro gol, foi só alegria. O Camisa 11, Philippe Coutinho, foi quem abriu o placar pouco mais de 20 minutos do primeiro tempo. A vibração foi grande e a torcida já dava os sinais de porquê brasileiro e futebol são praticamente sinônimos. No meio da agitação e dos gritos em português, eis um “gringo” na torcida. Falando inglês, mas comendo churrasco e rodeado por gente de verde e amarelo, Colt se sentia quase fora dos Estados Unidos. “É no mínimo surpreendente estar aqui hoje. Eu nunca imaginei que o futebol era algo dessa importância para o povo brasileiro. Meus amigos me disseram ‘vamos ali assistir a um jogo’ e quando eu cheguei pensei ‘uau! É muito mais do que eu imaginei’. Eu sabia que os brasileiros eram apaixonados por futebol, mas não sabia que era assim! Hoje eu estou torcendo pelo Brasil. ‘Go Brasil!”

Alexandre Janner também está no time dos que curtiram a copa nos EUA pela primeira vez. E valeu à pena, segundo ele. “Estou tendo essa honra de estar aqui, sendo brindado com o jogo da Seleção. É um sentimento indescritível, diferente mesmo. A gente fica muito mais emocionado vendo como a nossa pátria é amada em toda parte do mundo. É bom ouvir até a voz das pessoas falando em português. É muito bom”, explica o empresário.

E nem só pelos restaurantes estavam nossos conterrâneos. Denise Batista reuniu a família em casa para torcer pela seleção de Tite. No cardápio, advinha? Churrasco! No maior estilo brasileiro. “No fim das contas, Copa do Mundo é essa interação entre os brasileiros, essa energia boa que faz a gente reunir a família, sabe? É meio que um feriado, para celebrar esse sentimento tão legal que o brasileiro tem. Copa, após copa, vestir a camisa do Brasil é sempre bom, é sempre um orgulho, especialmente quando a gente está fora da nossa terra”, conta a corretora de imóveis que mora em Orlando.

Placar final: 1×1. A seleção suíça também marcou um gol logo em seguida. Com uma elogiada atuação do time, a seleção adversária jogou bem e foi deixou o Brasil nervoso de ter um empate no primeiro confronto. O último jogo contra a Suíça em que o Brasil empatou foi em 1950. A torcida, que agora acordou para vibrar pelo país, espera no mínimo uma atuação espetacular do time brasileiro para espantar o terror do mundial passado. Neymar, nome aclamado e muito citado, recebeu duras críticas dos torcedores pelo desempenho em campo durante o duelo de seleções.

As expectativas começaram a subir e ainda tem muita bola para rolar nos próximos dias. O Brasil volta a campo contra o Costa Rica no dia 22 de junho às 8h da manhã e no dia 27, contra a seleção da Sérvia as 14h. Será que finalmente levamos o Hexa em 2018? Vamos torcer.