Seu casamento está em perigo?

Seu casamento está em perigo?

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JUN/2016 – pág. 38

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Em uma sociedade em que o número de divórcios é superior ao de casamentos, interessante lermos Michele Weiner-Davis e Harville Hendrix, psicoterapeutas e autores que escrevem sobre a maneira de melhorar o casamento ou a relação, em vez de desistir e começar tudo novamente.
A primeira autora chama nossa atenção para seis sinais perigosos, que poderão alertar e motivar-nos a intervir o mais cedo possível, pois, em geral, ignoramos até desistirmos; ou levamos, em média, seis anos para reagir.

1) Quando começamos a fantasiar aventuras com terceiros
Talvez se sinta farto, cansado, aborrecido, desiludido e negligenciado, mas as mentiras e os esforços para cobrir a verdade, e, mais tarde, sobreviver à dor e à culpa não compensam, nem protegem as crianças. Procure ajuda!

2) Quando discussões se repetem
Se não encontram soluções sozinhos e discutem constantemente, poderão afastar-se emocional e fisicamente, bem como perder a esperança e o prazer, além de só notar os defeitos do outro e desenvolver falta de respeito mútuo. Consultem um profissional!

3) Discussões exageradas
Quando as lutas verbais aumentam e intensificam-se, elas podem chegar a abusos verbais ou físicos, o que sempre é imperdoável. Não minimize, e procure apoio antes que seja tarde demais!

4) Pouco tempo para o casal
Esta é a principal razão da maior parte dos divórcios. Cada um fazendo a sua vida e desfrutando de pouco tempo em comum. Priorize!

5) Mais tempo para os filhos
O melhor presente que se pode dar aos filhos é uma relação forte e saudável com o seu parceiro. Para tal, necessita-se de tempo a atenção. Uma família saudável é um triângulo invertido: os pais em cima e os filhos na pontinha de baixo. Nossa sociedade coloca os filhos no centro e negligencia os adultos. Precisa-se estar em seus devidos lugares, observando o que é verdadeiramente importante. Por isso, muitos divórcios acontecem quando os filhos saem de casa, porque o casal só se conhece por meio dos filhos.

6) Pouco ou nenhum sexo
Cuidado para não adormecer e/ou dormir na cama do filho. Planeje com o parceiro deitar-se com tempo e ao mesmo tempo. É normal um dos cônjuges ter mais apetite sexual, o que não é saudável é aquele que tem menos apetite rejeitar o outro constantemente e nunca iniciar nada sexualmente, deixando-o ressentido, sentindo-se ignorado e humilhado.

Considere assistir aos vídeos: “Ted Talk”, de Michele Weiner-Davis, sobre um casamento faminto de sexo – https://www.youtube.com/watch?v=Ep2MAx95m20 e se o seu parceiro deixou-a ou quer deixá-la: “A última ferramenta” – https://www.youtube.com/watch?v=yhLIIeAyRT4

Telefone ou envie um e-mail se precisar do meu apoio. Para mais dicas e recomendações, permitam-me recomendar os meus dois e-books e vídeo, respectivamente: “Autoestima e Relacionamentos – Segredos Essenciais”; “Autoestima – Ferramentas Indispensáveis e Segredos Saborosos para um Bem-Estar Físico e Mental”, (http://www.ortigao.com/EbooksandVideos.en.html).


Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com