Republicanos do Arizona rejeitam Trump e declaram apoio a Biden

Republicanos do Estado do Arizona se unem a favor de Joe Biden e declaram apoio ao democrata

 

Uma aliança a favor de Joe Biden que está sendo formada no Estado do Arizona, e reúne de conservadores moderados ao ativismo latino no Estado tradicionalmente republicano. Um lugar do país profundamente republicano, mas, agora, com total rejeição a Donald Trump

 

Da Redação

O que se pode avaliar à véspera da eleição presidencial dos EUA – nesta terça-feira, dia 3 –, é uma aliança a favor de Joe Biden que está sendo formada no Estado do Arizona, e reúne de conservadores moderados ao ativismo latino no Estado tradicionalmente republicano. Um lugar do país profundamente republicano, mas, agora, com total rejeição a Donald Trump, voltando às atenções para o democrata. A média das pesquisas do último mês dá a Biden uma vantagem de 2,4 pontos no Arizona, um Estado que votou em apenas quatro democratas em um século. Essa vantagem em votos parece estar amparada por uma estranha experiência que serve de termômetro para o resto do país. É difícil avaliar a verdadeira força desse grupo de republicanos que apoia Biden.

O Arizona teve uma relação contraditória com Trump. Foi aqui que, pela primeira vez, no verão de 2015, se percebeu que o candidato era capaz de encher os lugares de gente entusiasmada com seus comentários racistas. Gente que, no entanto, não comparecia aos eventos de outros políticos republicanos. O senador republicano John McCain chegou a dizer que Trump havia “inflamado os loucos” do partido. Um Trump ofendido respondeu que McCain não era um herói de guerra porque “tinha sido capturado” no Vietnã.

Republicanos unidos a favor de Biden – E mesmo com o comentário ardiloso de Trump, na ocasião, que indignou o Partido Republicano, os eleitores chamados de “loucos” levaram o magnata à Casa Branca. Enquanto isso, a relação entre Trump e McCain se deteriorou, a tal ponto que, já como presidente, Trump não foi convidado para o enterro do senador em setembro de 2018.

Hoje, no entanto, a situação é diferente para Trump no Arizona. A rejeição ao republicano é latente, mostrando o descontentamento de a maioria dos eleitores no Estado. Grant Woods, ex-procurador-geral do Arizona e ex-chefe de gabinete de McCain também está na lista: “Pensava queTrump era uma ameaça existencial para os Estados Unidos, mas foi 100 vezes pior do que temia”, disse. “Existem muitos republicanos independentes e democratas conservadores que apoiam Biden”, continua. O republicano que votava em McCain agora tem “sérios problemas” para apoiar Trump, enfatiza.

A candidatura de Biden, juntamente com a rejeição a Trump, pode ter forjado a aliança eleitoral ideologicamente mais ampla que este Estado do sul já viu. “É muito encorajador ver pessoas que não estão de acordo em muitas coisas colocarem essas divergências de lado e se unirem para defender o que é certo em um momento-chave da nossa história”, diz Grant Woods. “Acredito que é um laboratório. Se Biden ganhar o Arizona, ganha a corrida.” Existem várias combinações aritméticas nos Estados do leste que tornam os 11 votos eleitorais do Arizona a chave desta eleição.

Também o juiz aposentado Dan Barker, republicano e líder de uma igreja mórmon, desde o verão imprime cartazes que dizem “Republicanos do Arizona por Biden”. Criou um grupo chamado “Republicanos do Arizona que acreditam em tratar o outro com respeito” em alusão aos desejos do falecido McCain. Agora ele lamenta que alguns arranquem os cartazes dos jardins onde os colocam. “Temos a oportunidade de nos curarmos como nação e nos tornarmos mais fortes se Joe Biden for presidente.”