Prevenção do HPV ou PVH

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JUL/13 – pág. 62 e 65

img_20061114_12543a1O Papilomavírus Humano, mais conhecido como HPV ou PVH, é uma doença sexualmente transmissível (DST), e principal causa do Câncer de colo do útero, o que preocupa, já que, segundo a Organização mundial da Saúde (OMS) 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. “Pelo menos 90% das mulheres vão entrar em contato com o HPV durante a vida”.

O papilomavírus humano não é apenas um vírus, mas uma família inteira deles – são aproximadamente 150 tipos. Algumas versões, que não necessariamente são transmitidas sexualmente, causam verrugas na palma das mãos e na planta dos pés. “Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital”. E são esses últimos tipinhos, com predileção pelas partes baixas, os mais preocupantes. “Hoje o HPV é a principal doença viral transmitida pelo sexo. Se isso parece não ter nada a ver com você, saiba que oito entre dez mulheres sexualmente ativas contraem pelo menos um tipo do papiloma ao longo da vida.

 

Além do útero

Os tipos mais perigosos, chamados de alto risco, podem estar relacionados, em menor freqüência, a tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe

 

Contágio

O contato sexual é a maneira mais comum de contágio. E bastante atenção: inclua aí preliminares e sexo oral. Basta o reles atrito com a mucosa infectada, da mão, da boca ou dos genitais, para o vírus fazer mais uma vítima. “Entre uma e três relações sexuais sem penetração é o suficiente para se contaminar”, Repetindo: sem penetração. Toalhas, roupas e superfícies como a tábua do vaso sanitário também favorecem a transmissão do vírus. Mas a contaminação por objetos, embora possível, é raríssima.

Algumas medidas são indispensáveis para fugir da cilada do HPV: evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Ela só não garante 100% de proteção porque não cobre toda a superfície de contágio.

 

Prevenção

Mas, para os especialistas, de longe a arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação, hoje recomendada parameninas e jovens de 9 a 26 anos. São três doses  – e o ideal seria que elas fossem tomadas antes mesmo da iniciação sexual, quando ainda não houve contato com o vírus. A eficácia da vacina é alta: 95% de sucesso no combate aos principais causadores de câncer e, no caso da quadrivalente, proteção também contra os que mais provocam verruga genital. “Estudos já mostram os benefícios da vacinação em pessoas com mais de 26 anos e até em homens”, revela Thomas Broker, presidente da Sociedade Internacional de Papilomavírus. Ou seja, é muito provável que, em breve, ela também seja aplicada nesses públicos.

 

Diagnóstico

Tomar a vacina não exclui a necessidade de manter-se fiel aos procedimentos rotineiros de prevenção e detecção do vírus.

 

FDDB0BE30D454B6AC4FE7AA592Papanicolau

Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.

 

Colposcopia

O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um líquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.

 

Biópsia

Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mais uma vez, ela será analisada em microscópio.

 

Tratamento

Entre as opções de tratamento estão laser, substâncias químicas, bisturi elétrico, cremes e pomadas cicatrizantes. E quem já cuidou de uma lesão por HPV sabe que é preciso paciência para dar fim ao problema. As verrugas, por exemplo, são tremendamente persistentes. Agora, se você acabou de descobrir que está entre as vítimas do vírus não deve se desesperar. “Hoje existe o domínitotal sobre o diagnostico e o tratamento do HPV. Segundo o médicos, tão importante quanto tratar a lesão é avaliar aspectos emocionais e imunológicos da paciente. Quer dizer: estresse, má alimentação e poucas horas de sono são grandes empecilhos para quem está em tratamento. O cigarro, não custa lembrar, deixa as defesas do corpo mais fracas, permitindo que o vírus fique firme e forte no organismo por mais tempo.

A prevenção do HPV já é feita nos EUA a vários anos com a vacinacão da meninas quando passam da Elementary para a Middle School. No Brasil a vacina contra o HPV é distribuída pelo SUS para meninas de 10 e 11 anos

A vacina que protege contra quatro tipos de HPV, dentre eles os responsáveis pelo câncer de colo do útero, será distribuída para a rede pública em 2014.

A vacina que promete prevenir as mulheres do contágio de quatro tipos de vírus HPV ganha espaço e entra na cartela de vacinação brasileira. Em 2014 a inimiga do Papilomavírus humano (HPV) será distribuída para meninas de 10 e 11 anos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A vacina vai prevenir as principais doenças causadas por alguns tipos de HPV, uma delas é o câncer de colo do útero. É importante ressaltar que este tipo de câncer é o segundo que mais mata mulheres no Brasil, ficando apenas atrás do câncer de mama.

É a primeira vez que uma vacina contra algum tipo de câncer será distribuída na rede pública de saúde do Brasil. Em resumo a vacina imuniza as mulheres contra 4 tipos de HPV: o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos câncer de colo do útero, e, o 6 e 11, que produzem verrugas genitais. A chamada vacina quadrivalente vai proteger as mulheres contra aproximadamente 70% dos HPVs que causam o câncer de colo do útero, o que não descarta a necessidade de outros tipos de prevenção.

Desde o anúncio da vacinação pelo Ministério da Saúde, uma polêmica em torno da idade das meninas a que a vacina está destinada, de 10 e 11 anos, se formou, isso porque a doença é sexualmente transmissível em quase 100% dos casos (apesar de mínimas as chances, emprestar calcinha das amigas pode transmitir HPV). No entanto, a vacina tem mais eficácia em meninas que nunca tiveram relação sexual, por isso a idade tão baixa, o que não impede que meninas já iniciadas sexualmente sejam imunizadas também.  A idade média para iniciar uma vida sexual é entre 15 e 18 anos, por isso a importância de vaciná-las antes desta idade, tendo a certeza de que elas não entraram em contanto com o vírus HPV. Um outro bom motivo para aplicar a vacina nesta fase da vida é que quanto mais jovem, melhor é a resposta imunológica à produção de anticorpos”.

 

Entendendo a vacina 

o-hpv-que-se-cuide-01A vacina começa a ser distribuída em 2014 e vai ocorrer tanto em postos de saúde como em escolas ligadas à rede publica. É importante lembrar que a vacina não é dada em apenas uma dose, são três! Após a primeira, a segunda dose da vacina deve ser aplicada dois meses depois, e por fim, a terceira dose deve ser tomada com um intervalo de seis meses da segunda.

A vacina é destinada para as meninas, neste primeiro momento o enfoque está no câncer de colo do útero. “Os meninos podem ser vacinados, mas neste momento eles não entram no calendário nacional”.

No entanto, a vacina não descarta a necessidade de fazer um acompanhamento ginecológico anual, pois temos outros tipos de HPV, a vacina vai proteger apenas contra os quatro tipos (6,11,16,18), responsáveis por verrugas e casos de câncer de colo do útero.

A vacina que promete prevenir as mulheres do contágio de quatro tipos de vírus HPV ganha espaço e entra na cartela de vacinação brasileira. Em 2014 a inimiga do Papilomavírus humano (HPV) será distribuída para meninas de 10 e 11 anos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O principal objetivo da vacina segundo Bárbara Murayama, ginecologista e obstetra, é a prevenção. “A vacina vai prevenir as principais doenças causadas por alguns tipos de HPV, uma delas é o câncer de colo do útero”, explica Bárbara. É importante ressaltar que este tipo de câncer é o segundo que mais mata mulheres no Brasil, ficando apenas atrás do câncer de mama.

É a primeira vez que uma vacina contra algum tipo de câncer será distribuída na rede pública de saúde do país. Em resumo a vacina imuniza as mulheres contra 4 tipos de HPV: o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos câncer de colo do útero, e, o 6 e 11, que produzem verrugas genitais. “A chamada vacina quadrivalente vai proteger as mulheres contra aproximadamente 70% dos HPVs que causam o câncer de colo do útero, o que não descarta a necessidade de outros tipos de prevenção”, afirma Glauco Baiocchi Neto, diretor de Ginecologia Oncológica do A. C. Camargo Cancer Center.

Desde o anúncio da vacinação pelo Ministério da Saúde, uma polêmica em torno da idade das meninas a que a vacina está destinada, de 10 e 11 anos, se formou, isso porque a doença é sexualmente transmissível em quase 100% dos casos (apesar de mínimas as chances, emprestar calcinha das amigas pode transmitir HPV). No entanto, segundo Baiocchi a vacina tem mais eficácia em meninas que nunca tiveram relação sexual, por isso a idade tão baixa, o que não impede que meninas já iniciadas sexualmente sejam imunizadas também. Bárbara explica que a idade média para iniciar uma vida sexual é entre 15 e 18 anos no Brasil, por isso a importância de vaciná-las antes desta idade, tendo a certeza de que elas não entraram em contanto com o vírus HPV. Baiocchi acrescenta ainda que “outro bom motivo para aplicar a vacina nesta fase da vida é que quanto mais jovem, melhor é a resposta imunológica à produção de anticorpos”.

Vamos combater o HPV!

Elaine Peleje Vac
elaine@nossagente.net
(Médica no Brasil)
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