Coluna Paisagismo: Preparando a cama

COLUNA NOSSA GENTE || PAISAGISMO NA FLÓRIDA || Silvia Valentini

Bom, então vamos começar. E começar por onde? Ora, pelo começo, a base de tudo: o solo, onde está a sustentação e a comida das plantas –  e a nossa sobrevivência!

E não podemos falar de solos sem citar Ana Primavesi. Engenheira agrônoma austríaca, naturalizada brasileira, que desenvolveu pesquisas essenciais para o manejo ecológico do solo. Falecida aos 100 anos, em 2020, deixou dezenas de livros, vídeos e artigos essenciais para o conhecimento da ciência do solo – https://anamariaprimavesi.com.br/ 

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A agrônoma ensina que “a vida do solo é traduzida por milhares de seres vivos de inúmeras espécies, que significam milhares de quilos por hectare”. E são eles os responsáveis pela saúde das plantas. Assim, para que nossas plantas cresçam, floresçam e frutifiquem, precisamos em primeiro lugar, de cuidar do solo.

Enriquecer o solo não é adicionar NPK comprado em saquinhos. A terra pede nutrientes, umidade e matéria orgânica, que são os pedacinhos de madeira dos galhos em processo de decomposição, folhas secas, relva cortada, esterco curtido, produto da compostagem de cascas de frutas, folhas e legumes dispensados da cozinha. Todos esses componentes melhoram as condições físicas, químicas e biológicas do solo, criando condições para que as raízes respirem (sim, raízes respiram!) e as minhocas e micro organismos se desenvolvam. Essa é a riqueza do solo.

Quem mora em casa e gosta de plantas, pode reservar um cantinho próximo à saída da cozinha para fazer uma composteira. Até mesmo nos apartamentos é possível aproveitar os restos de cozinha para os vasos. E isso não vai atrair insetos, roedores, e muito menos exalar odores. 

Vamos reservar um tempo para falar de compostagem, mas quero adiantar que esse é o destino certo para as cascas de frutas, folhas feias da alface, o resto do suco natural que sobrou na jarra, a berinjela murcha encontrada esquecida na geladeira. E também o ‘lixo’ do jardim: grama cortada, folhas que caíram das árvores, a terra dura de um vaso encontrado com uma planta morta, na volta das férias.

Há um equilíbrio na composição do solo que se altera quando resolvemos interferir com a intenção de melhorar. Assim, quanto mais natural estiver o solo, mais feliz ficará a sua planta.

Mas, se ao passar em frente a uma loja de jardinagem e não resistir à ideia de tomar alguma providência para melhorar o seu jardim, compre húmus de minhoca e esterco curtido. 

E logo conversaremos sobre o que fazer: as proporções na mistura de compostagem, esterco e húmus, como revolver a terra, e as espécies mais adequadas para plantar nesta estação quente e chuvosa de Orlando, que termina em meados de setembro. As plantas se sentem em uma estufa, com o calor e a alta umidade desta época do ano.



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