Preço do aluguel de casa e apartamento em Nova York dispara; brasileiros se reinventam 

Com a alta dos aluguéis em Nova York a busca por casas menores e espaços mais baratos tem agitado os brasileiros

 Não está nada fácil para residentes arcarem com o preço do aluguel de casa ou apartamento em Nova York. Desde o início do ano que o aumento tem sido frequente, e a alternativa tem sido buscar por áreas mais baratas

Da Redação – Para os brasileiros residentes em Nova York, a disparada de preços de aluguéis de casas e apartamentos é surpreendente. Desde o início da guerra na Ucrânia com a invasão russa que a inflação vem devastando a economia – alta dos combustíveis e dos alimentos nos supermercados –, gerando descontentamentos entre os consumidores. “Hoje o aluguel de um apartamento para três pessoas chega a dois mil e quinhentos dólares, antes da pandemia o aluguel para o mesmo espaço era mil e cem dólares”, relata a mineira de Governador Valadares, Ângela Delgado.  

Com a disparidade no preço dos aluguéis, muitas famílias de brasileiros estão deixando Nova York para residir em Connecticut – a cerca de duas horas de Manhattan –, para as cidades de Danbury e Bridgeport, com  expressiva concentração de emigrantes, onde o aluguel é bem mais em conta. “Fica longe de Nova York, mas dá para economizar com o aluguel”, relata Renê Santos, que se mudou de Mount Vernon (NY) com a família para Bridgeport.

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Para que o leitor tenha uma avaliação da subida do aluguel, um quarto custa em média US$ 900 por pessoa, nas cidades do Condado de Westchester – antes o aluguel custava US$ 700. Isso também acontece com o aluguel de um apartamento, por exemplo, que chega a valer de US$ 2.500 a US$ 2.600,00 – dependendo da localização do imóvel. “Ficar uma semana sem trabalho, significa prejuízo no final do mês”, relata o pintor João Paulo, que trabalhava na área de computação no Brasil e reside em um apartamento em Mount Vernon.

E cada vez mais paga-se caro por espaços pequenos, o que leva o brasileiro residente a se reinventar, dividindo o aluguel com outras pessoas, ou mesmo o alugando o quarto que antes funcionava como escritório. Tudo, evidente, para reduzir custos e cumprir com os encargos da casa no final do mês.

Alta dos alimentos

Outra grande preocupação da Comunidade brasileira em Nova York é com a alta nos preços dos alimentos nos supermercados, encolhendo as reservas de dinheiro do mês. A house cleaning, Damares Silva, popularmente conhecida como Tininha, fala dos bons tempos, “quando se fazia uma ótima compra no supermercado com cem dólares. Hoje você gasta quase quinhentos dólares para a compra do mês, e ainda assim abre mão de alguns produtos.”

“Ficou tudo muito caro no país com essa guerra. Em casa, somos em cinco pessoas, todos trabalham e isso ajuda a equilibrar as contas no final do mês. Da para garantir o passeio na praia com a família no fim de semana”, brinca Tininha.

Mas o brasileiro sempre dá aquele jeitinho para manter as suas preferências no lazer, incluindo o encontro com amigos no restaurante, passeio na Flórida no feriado prolongado ou ir ao show com cantor famoso do Brasil. Valem todos os esforços para economizar, mas sem perder a oportunidade de se divertir em meio a necessidade de contenção de despesas.    



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