“Pokémon Go” é febre mundial

“Pokémon Go” é febre mundial

O jogo permite capturar Pokémons baseado na tecnologia de realidade aumentada, que acrescenta elementos virtuais às imagens do mundo real. A “caça” pelas personagens virtuais virou mania em vários países

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O mundo tornou-se refém de inúmeros bichinhos coloridos – que se transformam em monstrinhos -, e que estão espalhados em vários pontos – locais inimagináveis -, inclusive em Orlando. A missão é caçar esses monstrinhos onde quer que eles estejam escondidos. A versão gratuita de “Pokémon Go”, baseada na tecnologia de realidade aumentada, que acrescenta elementos virtuais às imagens do mundo real, focadas pelas câmeras dos celulares, já é uma febre entre crianças, adolescentes e adultos. O aplicativo de celular que promove a perseguição aos monstrinhos mostra que a tecnologia não serve apenas para jogos e pode ser aplicada em várias áreas do conhecimento. Com isso, é muito comum você se esbarrar em pessoas exaltadas, perseguindo Pikachus e Bulbassauros pelas ruas, nos shoppings, parques, estações de metrô, cafeterias, em todas as partes pode-se ver a mesma cena: “caçadores” com o rosto grudado nas telas de seus smartphones tentam capturar esses pequenos personagens da ficção, escondidos – graças à tecnologia – no mundo real.

Afinal, quem são essas personagens que estão se proliferando o mundo e “enlouquecendo” os seus “caçadores”, em vários países? “Pokémon GO” é um jogo eletrônico free-to-play de realidade aumentada, voltado para smartphones. Foi desenvolvido por uma colaboração entre a Niantic, Inc., Nintendo e a The Pokémon Company para as plataformas iOS e Android. Como funciona?  A conexão Bluetooth  notifica os usuários quando há algum Pokémon próximo. O jogo permite capturar Pokémons visitando lugares existentes no mundo real. É possível ativar a câmera para uso de uma interface de realidade aumentada que mostra os Pokémons na tela do smartphone sobrepondo a imagem real, fornecida pela câmera, dando a impressão de que eles estão no ambiente. A proposta é fazer com que o jogador explore as regiões de seu próprio mundo com objetivo de completar a Pokédex e vencer os estágios. Uma espécie de caça entre o gato e o rato, valendo todas as tentativas para “pegar” os bichinhos virtuais mais cobiçados do planeta, inclusive, invadindo os locais mais inusitados. O interessante é que o jogador não pode ficar trancado em seu quarto, tem de sair e casa para conseguir aumentar a sua coleção de personagens para ter mais chances de ganhar as batalhas e desafios. A realidade aumentada faz com que estas criaturas do Pokémon Go apareçam por onde está andando, através da tela do seu celular.

Em Orlando, os bichinhos começam a proliferar a cidade, principalmente os parques temáticos, para a alegria dos jogadores de “Pokémon Go”. E para pegá-los tem de estar atentos às dicas, pois eles podem estar no “SeaWorld Orlando”, no “Fun Spot América”, ou no “Busch Gardens Tampa”. A atração histórica “Bok Tower Gardens” está hospedando eventos “Pokémon Go”. E quem for para a Disney já poderá brincar com um dos aplicativos para celular mais populares do momento, pois os personagens do “Pokémon Go” já estão espalhados pelos hotéis e parques do complexo.

Polêmicas do jogo virtual – Mas é preciso muito cuidado no momento de sair à caça dos bichinhos. Apesar da febre instantânea que se tornou o jogo também é alvo de polêmicas. Entre elas, em Nova Iorque, um homem se envolveu em um acidente de carro após se distrair com o game. Já em San Diego, três mulheres se depararam com um cadáver enquanto caçavam Pokémons por um parque. Pessoas foram assaltadas e uma garota nos EUA foi atropelada ao atravessar a rua sem prestar atenção no sinal de trânsito. Dois adolescentes que jogavam “Pokemon Go” na cidade americana de Palm Coast, escaparam por pouco de serem baleados depois de serem confundidos com ladrões pelo dono da casa em cujo quintal eles procuravam os monstros virtuais.

Quase uma semana depois de seu lançamento, “Pokémon Go” já conquistou números positivos nas plataformas da Google e da Apple onde os aplicativos são baixados. “Pokémon Go” já gerou milhões de dólares e ajudou a ação da Nintendo aumentar em 25%. O inusitado sucesso do jogo, que em algum momento foi visto com exclusivo para os pré-adolescentes, se converteu em uma loucura quase generalizada. Os incidentes aumentaram nos EUA até o ponto de as autoridades pedirem que os jogadores não invadam propriedades ou ultrapassem zonas cercadas apenas para capturar um Pokémon. Bicicletas e carros param de repente para capturar um Pokémon, correndo o risco de causar acidentes. Neste contexto, o museu do Holocausto em Washington pediu aos jogadores que não joguem no local.