Petição que pede ajuda dos EUA “contra comunismo no Brasil” atinge meta

Petição que pede ajuda dos EUA “contra comunismo no Brasil” atinge meta

Com 100 mil assinaturas, o governo americano teria de responder ao tópico, mas demanda pode ficar sem resposta por fugir da proposta da ferramenta em que foi criada

noticia_94598Na última terça-feira (28), alguém criou, na We The People, ferramenta de participação social online da Casa Branca, uma petição pedindo que a administração de Barack Obama se posicionasse contra “a expansão comunista bolivariana no Brasil promovida pela administração de Dilma Rousseff”. O tópico atingiu o mínimo requerido pela plataforma para que o órgão governamental requisitado responda. Até o fechamento desta matéria, pouco mais de 105 mil assinaturas haviam sido registradas. A resposta, no então, pode não ser dada.

Embora qualquer pessoa possa abrir uma petição na We The People, a resposta depende de uma série de critérios. E essa em questão não atende a pelo menos um deles: dizer respeito “a ações ou políticas que estejam no âmbito da responsabilidade atual ou potencial do governo federal americano”. Nessas condições, o governo Obama não fica obrigado a responder, mas fica livre para se posicionar, caso queira.

Caso similar aconteceu há alguns meses, quando uma petição na mesma ferramenta pedia a extradição do cantor teen Justin Bieber dos EUA. Embora tenha atingido o mínimo necessário, a única resposta obtida foi uma breve mensagem informando que o governo não comentaria o assunto.

A We The People não identifica os criadores das petições nem os signatários e também não informa suas nacionalidades.

A petição

Na mensagem direcionada à administração de Barack Obama, o criador da petição diz que, embora o processo eleitoral brasileiro pareça legítimo aos olhos da comunidade internacional, “as urnas utilizadas não são confiáveis, além do fato de ‘cabeças’ do judiciário serem, em sua maioria, membros do partido vencedor”. O texto diz ainda que as políticas sociais influenciaram a escolha do presidente e que as pessoas foram ameaçadas de perder seus “subsídios para alimentação” caso não reelegessem Dilma.

Fonte: administradores.com.br