Pense três vezes antes de decidir e duas antes de executar

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ABR/13 – pág. 49

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Você tem o hábito de pensar o seu trabalho? Pensa sobre a sua vida? Sobre os seus sonhos? Na sua felicidade? Pensa no que já viveu e no que poderá viver?

A palavra “pensar” é uma palavra fascinante. O dicionário diz que pensar é  “ponderar ou meditar, ter a mente ocupada em algum assunto, ter ideias, formar ou combinar ideias,
refletir, raciocinar.”

Um problema comum é que vivemos com tanta presa que até esquecemos que devemos pensar muito, e antes de agir. Desejamos encontrar rapidamente solução para todos os problemas, como se ela fosse modelo pronto, como mercadorias expostas nas prateleiras do supermercado.

Apreciamos e priorizamos quase tudo que nos proporcionam resultados rápidos. Se, por exemplo, desejamos aprender um novo idioma, o curso que promete fluência em três meses, é o que provavelmente terá mais chances de ser selecionado. Claro, que se fizermos a matricula, será uma decisão impensada, pois sabemos que não é possível dominar um novo idioma em tão pouco tempo. No entanto, quando pensamos encontrar o que procuramos ou ouvimos o que mais desejamos, a decisão é mais pelo impulso do que pela razão.

Muitas vezes, a falta de hábito e de tempo para pensar, nos leva a decisões nada inteligentes. Do jeito que nos comportamos, até parece que a velocidade ganha da precisão. Em busca de nossas metas, preferimos fazer logo o que acreditamos ser necessário, do que parar para refletir e desenvolver um plano de ação eficiente.

Como não gostamos ou costumamos parar e pensar as nossas ações, acabamos não refletindo sobre o quanto tempo e dinheiro desperdiçamos com projetos iniciados por pura euforia, impulso e ilusão. Quantos cursos começamos e não concluímos? Quantas dietas já iniciamos para depois descobrir que não funciona como gostaríamos? Quantas poupanças foram iniciadas sem nunca alcançar o montante almejado? Quantos projetos iniciados e não acabados, não é mesmo?

Agimos sem pensar ou pensamos sem agir: assim flui a vida! Acreditamos que os bons alunos são bons pensadores, que os mais ricos são mais inteligentes, que os bem sucedidos são melhores do que nós. Na verdade poucos pensam sobre o que sabem, apenas aplicam quase que automaticamente a formula assimilada, e se os resultados não forem os desejados, ao invés de concentrarmos no que deu errado, saímos em disparada para encontrar culpados.

Somos seres apressados e tão direcionados ao fazer que raramente nos permitimos a pensar de forma organizada nas ações que devemos tomar, em quais ideias devemos desenvolver, ou que problema devemos priorizar. A minha experiência de muitos anos em consultoria, revela que a maioria dos gestores com quem eu tive contato ao longo de quarto décadas, estavam sempre muito ocupados, e passavam mais tempo executando tarefas do que planejando as suas ações.

Talvez devêssemos aprender com os verdadeiros carpinteiros que mede duas vezes e corta uma.

Pense nisso e sucesso.

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e
Diretor do Instituto das
Concessionárias do Brasil
evaldocosta@evaldocosta.com



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