Por Rita Pires

Acreditar, ter esperança, sonhar, olhar para frente, aceitar desafios… tudo isso faz parte de um grande e importante estimulador da vida: o otimismo. Vários estudos já comprovaram a importância do otimismo em diversas fases da vida. Numa matéria com o mesmo tema na Revista Isto É, relatos dizem que não só metaforicamente o otimismo faz bem ao coração.

Está comprovado que acreditar no amanhã protege as pessoas de doenças cardiovasculares. Através de estudo feito pela Universidade de Michigan (EUA), um ponto a mais de otimismo, em uma escala que variava de zero a 16, representava 9% a menos de chance de ter um infarto.

Quem é mais otimista abraça de forma mais contundente suas obrigações de paciente, toma a medicação de forma controlada e adere às dietas alimentares sem reclamar. Além do sistema cardiovascular, a imunidade também melhora. “Avaliando um grupo de 124 estudantes, foi observado que, quando estavam mais otimistas que o usual, o sistema imunológico respondia de forma mais consistente”, explicou à ISTOÉ a cientista Suzanne Segerstrom, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos.

Esses dados só vêm comprovar a importância de pensamentos bons e positivos na vida do indivíduo. Durante uma pregação do Dr. David Uth, pastor senior da First Baptist Church of Orlando, ele disse que o homem é o que ele pensa. Se nós somos o que pensamos, devemos realmente nos preocupar com o que ocupamos nossa mente. A quais programas de TV temos assistido? O que temos ouvido? Pois tudo que está a nossa volta tem grande influência sobre nós. Por isso, a necessidade de escolhermos com carinho e responsabilidade o que fará parte do nosso dia a dia.

Numa análise do jornalista Antonio Paiva Rodrigues, otimismo é um manancial de forças para os seus dias de lutas. A certeza de alcançar os objetivos, a forma de encarar os problemas sem medo, a forma correta de usar a ética, a moral e os bons costumes podem ser anexados ao otimismo. O otimismo que o brasileiro traz no coração é força viva para alcançar o sucesso. Otimismo poderia ser considerado “ciência”? “Pesquisas mostram que 80% das pessoas têm a tendência natural para o comportamento positivo. E que ele protege doenças, alimenta a autoestima e até melhora relacionamentos”.

Em qualquer situação, quando procuramos acreditar no lado bom e positivo, neste momento estamos exercitando a fé e a esperança. Evitamos sofrimentos antecipados e, muitas vezes, desnecessários. Evitamos também o estresse, considerado um canal perigoso que pode nos levar à depressão.
Mas como aprender a ser otimista?

Análise

Existem pessoas e pessoas: algumas com perfil otimista, sempre de bem com a vida e com visão positiva das coisas; outras mais pessimistas, sempre com a visão exata das coisas e nunca dão chances às mudanças de percurso. Normalmente, essas pessoas acreditam somente naquilo que alcançam, como se houvesse somente a terra, que podemos tocar; mas o céu, que não alcançamos, para elas não existe. Talvez porque seus olhos estejam sempre da linha do horizonte para baixo. Andar olhando para cima significa a arte de acreditar que podemos ir além do que simplesmente alcançamos com as próprias mãos. Tudo parece utopia, mas a atmosfera da fé, da esperança e do ser otimista funciona assim. E é assim que podemos ir longe e mover o mundo nesta direção.

Otimismo como Tratamento Preventivo

Mais do que nunca, a medicina entende que mente sã, corpo saudável. Está mais que comprovado por autoridades médicas que a mente pode determinar um tratamento e levar à cura. Uma mente sã inspira ao corpo atitudes saudáveis na alimentação, nas atividades físicas, nos relacionamentos, nas atividades de trabalho, no lazer, enfim, em tudo que gira à sua volta. São as escolhas certas que assegurarão a boa colheita da vida. Por esta razão, o otimismo entra como tratamento preventivo.

Viver em harmonia perfeita é equilibrar a realidade e o otimismo. Os dois paralelamente darão a noção de até onde podemos arriscar, a hora de frear, quando devemos seguir, quando devemos voltar, no que vale a pena investir e o que não compensa cultivar. Objetivamente, eles serão nosso termômetro comportamental.

Devem-se levar em conta os níveis de hormônios que regulam o humor, a cultura e a questão ambiental na vida do indivíduo. Essas questões determinarão também o otimismo na vida de cada um. Vale lembrar que sociedades muito rígidas, como a japonesa (que consiste em cobranças em excesso e o compromisso com um comportamento rigoroso e impecável de uma cultura milenar), levam a alto nível de suicídio. Podemos considerar que pressão psíquica forte pode gerar comportamentos autodestrutivos.

Sabemos que a boa educação e a responsabilidade são fatores importantes para o sucesso, mas devemos mesclar com a liberdade e os prazeres da vida, na medida certa e com sabedoria.

Segundo a psicóloga Regiane Machado, não há como negar que os otimistas veem o horizonte com mais leveza e, na maioria das vezes, têm mais coragem para enfrentar as dificuldades, criando e percebendo possibilidades para melhorar sua vida. Eles acreditam mais, aprendem com os problemas e experiências ruins, tendem a levar uma vida mais saudável e ficam menos doentes.

Nunca é tarde para optar pelo otimismo. Nunca é tarde para escolher o lado bom da vida, mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis. Podemos passar pelas dificuldades com esperança e a certeza de um amanhã melhor.

Ser Otimista – A Melhor Opção

Com Otimismo, olhamos para o mundo em 2013. Acreditamos mais na força dos líderes políticos do bem, dos líderes religiosos mais justos, numa economia que rege uma sociedade equilibrada com menos barreiras sociais, numa comunidade mais unida. Os olhos dos otimistas procuram sempre a direção da luz, da vida, da vitória, do sucesso, da felicidade, da paz, da amizade, da compreensão, do perdão, da união e do amor.

A Bíblia diz: “Bendito o homem que confia em Deus”. Confiar em quem não se vê é praticar a fé, a mesma fé que leva ao otimismo na vida.

O ano de 2013 tem dado motivos para sermos mais otimistas. Vivemos num país cujo presidente tem pensamentos positivos em relação aos imigrantes, um país que, apesar de não ter sido nosso berço, tem dado inúmeras oportunidades para crescermos como bons cidadãos, para realizarmos sonhos, para criarmos nossos filhos com mais dignidade e para acreditarmos numa sociedade mais justa. Olhando para o mundo, podemos ver com mais otimismo o novo Papa, com perfil mais humilde, mais compromissado com seus valores, não mostrando apego às riquezas do Vaticano e mais interessado no serviço do seu chamado.

Olhando para o Brasil, devemos olhar para seu crescimento econômico, suas mudanças nas classes sociais, no seu desenvolvimento tecnológico. É fato a pouca mudança na política que rege o país, nos políticos visando somente seus interesses e nas desgraças em consequência da má administração e segurança da sociedade. Por isso, ser otimista não significa ser cego ou desinformado. Significa dar foco e direcionar as energias naquilo que realmente traz coisas boas. O otimista também denuncia, defende os direitos dos necessitados, coopera com o bem, envolve-se em ações positivas, indigna-se com o mal e procura estar sempre ao lado da verdade.

Por que ser Otimista:

  • o avanço na medicina salva mais vidas com doenças antes incuráveis e fatais;
  • o incentivo à preservação do meio ambiente tem dado mais qualidade de vida, mesmo nas  cidades urbanas;
  • o avanço da tecnologia em favor da globalização diminui distâncias e rompe barreiras;
  • a preocupação com a saúde, investindo em alimentos mais saudáveis e motivando a sociedade nas atividades que trazem prazer e qualidade de vida, aumenta os anos de vida do ser humano;
  • várias ONGs e Ações Comunitárias surgem ao redor do mundo em favor dos oprimidos e necessitados, defendendo um mundo mais justo;
  • as inúmeras campanhas de conscientização dos jovens e adultos a respeito das drogas, do sexo seguro e do álcool salvam vidas;
  • finalmente, vemos luz no final do túnel para um projeto de imigração que, provavelmente, dará a chance a mais de 11 milhões de imigrantes indocumentados regularizarem sua situação nos EUA.

Você pode pensar em mais 10 razões que o leva a ser pessimista com o “amanhã”, mas cabe a cada um escolher seu próprio estilo de vida. Mais do que isso, uma filosofia de vida.