ONU ganha “Nobel da Paz” pelo “Programa Mundial de Alimentos”

“Programa Mundial de Alimentos da ONU” ganha “Nobel da Paz” por combater fome no mundo

 

O anúncio do “Nobel da Paz” para a ONU foi feito nesta sexta-feira, em Oslo, pela presidente do comitê Berit Reiss-Andersen, em reconhecimento ao “Programa Mundial de Alimentos da ONU” que combate a fome no mundo – iniciativa que também visa melhorar as condições para a paz em zonas de conflito

Da Redação

O “Prêmio Nobel da Paz 2020”, anunciado nesta sexta-feira, em Oslo, pela presidente do comitê, Berit Reiss-Andersen, foi concedido ao “Programa Mundial de Alimentos da ONU”, que combate a fome no mundo – iniciativa que também visa melhorar as condições para a paz em zonas de conflito. E ao divulgar a láurea, a Academia Sueca justificou a distinção do programa, com “os seus esforços para combater a fome, o seu contributo para melhorar as condições para a paz em áreas afetadas por conflitos e por agir como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como uma arma de guerra e de conflito”, disse a presidente.

O porta-voz do “Programa Mundial de Alimentos”, Tomson Phiri, disse que o prêmio para a ONU, “é um momento de orgulho”. Ele participava de um encontro semanal da sede das Nações Unidas em Genebra quando foi informado do Nobel.

 

Segundo a organização do “Nobel da Paz”, o programa já seria um merecedor do prêmio sem a pandemia, mas com a Covid-19 os motivos ficaram mais evidentes: a comida está menos disponível. Nesse cenário, “o programa da ONU demonstrou uma habilidade impressionante de intensificar seus esforços”, afirma o comitê.

“Este ano nós tivemos que atender a uma convocação para agir”, disse Phiri, se referindo ao atendimento às vítimas da fome durante a pandemia do coronavírus. E para decidir, a organização levou em conta que a cooperação multilateral é necessária para combater a fome e parece haver falta de respeito ao multilateralismo no passado recente.

A lista de candidatos da edição de 2020 do “Nobel da Paz” tinha 211 pessoas e 107 organizações e o laureado irá receber o prêmio de dez milhões de coroas suecas (quase um milhão de euros), além de um diploma e uma medalha.

Outros contemplados

Outras 134 pessoas ou instituições já receberam esse prêmio no passado. Em 2019, o vencedor foi Abiy Ahmed, o primeiro-ministro da Etiópia. No ano anterior, Denis Mukwege, um congolês, e Nadia Murad, uma iraquiana ganharam o “Nobel da Paz” – ambos são militantes que combatem o fim da violência sexual em guerras e conflitos armados. Juan Manuel Santos, o ex-presidente da Colômbia, foi o último latino-americano que levou o prêmio.