Obama fala aos americanos na terça-feira sobre a Síria

Obama fala aos americanos na terça-feira sobre a Síria

Obama e Putin na fotografia oficial da cimeira do G20 na Rússia Fotografia © Reuters
Obama e Putin na fotografia oficial da cimeira do G20 na Rússia Fotografia © Reuters

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai falar aos americanos na terça-feira, depois de a cimeira do G20, em São Petersburgo, na Rússia, ter terminado com os líderes divididos sobre uma ação militar na Síria.

“Fui eleito para pôr fim às guerras, não para começá-las”, mas o mundo não pode “continuar de braços cruzados” depois de um ataque químico do qual os EUA culpam o regime de Bashar Al-Assad, declarou o chefe do Estado americano, numa conferência de imprensa no final do G20.

À espera da reunião e votação do Congresso dos EUA, a partir de segunda-feira, Obama saudou o compromisso da França. “Apreciei muito o compromisso do Presidente [François] Hollande em favor de uma reação internacional forte contra estes atos cruéis”, disse, em São Petersburgo.

Reconhecendo que será difícil obter luz verde do Congresso americano a uma intervenção militar na Síria e face às objeções da Rússia, China e de alguns países europeus, Obama contará já com o apoio de nove países para avançar: Austrália, Canadá, Albânia, Dinamarca, França, Kosovo, Polónia, Roménia e Turquia, segundo disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki.

O Presidente da Rússia e líder do G20, Vladimir Putin, afirmou, por seu lado, ter estado reunido com Obama hoje “durante 20 a 30 minutos” mas precisou que apesar de terem tido uma “conversa construtiva e cordial” cada um “manteve a sua posição” sobre a Síria. Putin contra uma intervenção militar e Obama a favor.

Em Vilnius, na Lituânia, onde estão reunidos informalmente os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, pediu uma posição comum sobre a Síria que “no mínimo” reconheça o uso de armas químicas por parte do regime de Damasco. No mesmo encontro, o MNE da Alemanha, Guido Westerwelle, aumentou a pressão sobre os peritos da ONU que estão a analisar amostras recolhidas na Síria, nos locais onde terá ocorrido o ataque com armas químicas a 21 de agosto, pedindo que apressem a divulgação dos resultados.