O desgosto da depressão

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DEZ/13 – pág. 62

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Foto: Reprodução
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Já basta a condição inconveniente que uma pessoa deprimida se encontra, imagine ter que superar a pressão emocional, social e circunstancial sentida nesta altura do ano, em que existem mais exigências de tempo, organização e disposição.

Normalmente, o dia de Ação de Graças e a Época Natalina, assim como ter um bebê, são momentos que nos deixam extremamente felizes, com boa vontade, enfoque na dedicação à família e a casa, preparando, comprando, sempre cheios de energia e sorrisos. E quando não é assim?

Para muitos, essas circunstancias acarretam sentimentos desgostosos, desafiantes e vergonhosos. Aqueles que se sentem bem devem ter paciência, compaixão, respeito e procurar conhecer essa doença. Saiba que ninguém escolhe ser depressivo ou desgostoso. A depressão é uma condição que afeta todas as pessoas pelo menos uma vez na vida.

No início deste ano, Rita Pires e eu conversamos sobre este tema, publicado neste jornal; hoje, gostaria de relembrar e mostrar que até certo ponto é normal sentir depressão ocasionalmente.

Algumas situações, como perdas, justificam uma tristeza maior, quando é difícil pensar logicamente. Por isso, é sempre bom ter o apoio familiar e profissional para obter maior objetividade nas escolhas feitas durante essa fase e para se sair dela o mais rápido possível.

Assim como as festas podem desafiar este estado de espírito, também a chegada de um bebê. Ter um filho é uma das maravilhas da vida, embora nem todos tenham esse privilégio ou oportunidade, que merece muito respeito, afeto e consideração. A cada 1.000 mulheres, de uma a duas sofrem de depressão profunda após o parto; 5% cometem suicídio; 4%, infanticídio; 15% sofrem de ansiedade ou depressão menos severa; entre 60 a 80% sofrem apenas de certa melancolia.

Portanto, quase meio milhão de recém-nascidos são cuidados por mães deprimidas, o que pode durar entre três semanas a um ano. É muito importante conversar abertamente com um médico para que ele possa avaliar mudanças significativas, níveis hormonais ou de tireoide, necessidade de medicação e/ou impacto de medicinas correntes, inclusive a pílula.

É muito importante evitar confrontar positivamente a depressão, pois não devemos prolongá-la desnecessariamente devido às consequências que poderão ser fatais. Qualquer dia desses, falaremos sobre desordens de vinculação de infância “attachment disorders”, isto é, o impacto negativo permanente que existirá se a relação entre mãe e bebê/criança pequena não for saudável desde o início. O “You-tube” tem várias conversas (inclusive em português) sobre o tema depressão pós-parto. Existe apoio local e internacional. Visite www.postpartumdads.org. Para qualquer pergunta, comentário ou consulta, telefone ou envie e-mail.

Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com



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